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Feto é encontrado em esgoto e mulher é indiciada pela polícia em MS

Após tomar conhecimento do ocorrido, uma equipe da SIG da Delegacia de Nova Andradina foi mobilizada para iniciar as investigações.

Da Redação
20/03/24 às 10h26
(Foto: Reprodução/Polícia Civil - MS)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Nova Andradina, indiciou uma mulher na última terça-feira, 19, por prática de aborto seguida do descarte do feto em um esgoto, conforme aponta o desenrolar das investigações.

Os acontecimentos tiveram início na segunda-feira, dia 18, quando a Polícia Civil foi acionada após a descoberta de um feto na Central de Tratamento de Esgoto de Nova Andradina. O feto foi encontrado preso em uma grade de proteção dentro do sistema de tratamento, por um funcionário do local.

Após tomar conhecimento do ocorrido, uma equipe da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Nova Andradina foi mobilizada para iniciar as investigações. Durante as diligências, realizadas na manhã de terça-feira, foi possível identificar uma mulher de 27 anos como suspeita de ter praticado o aborto.

A suspeita compareceu à Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento à autoridade policial, confirmando sua participação no crime. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame de corpo de delito.

Segundo o divulgado por Cenário MS, a mulher foi formalmente indiciada pelo crime de aborto provocado pela própria gestante.

De acordo com a mulher, ela tinha separado do marido, teve um outro relacionamento, engravidou e depois resolveu reatar com o marido, mas ele não aceitava a criança de outro, então, para que pudessem voltar, decidiram abortar. O aborto foi feito com a utilização de um chá caseiro, que provocou como efeito colateral o aborto. 

Conforme o delegado Caio Leonardo Bicalho, responsável pela investigação, o feto estava com 22 centímetros, aproximadamente 4 a 5 meses de gestação. “Em razão dos fatos até então apurados, a investigada foi formalmente indiciada pela prática do crime de aborto provocado pela própria gestante. As investigações prosseguem com objetivo de apurar o envolvimento de terceiros que possam ter prestado algum tipo de auxílio ao cometimento do crime”, falou Bicalho.

 

*Com informações de Cenário MS

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