O juiz Rodrigo Pedrini Marcos pronunciou na segunda-feira, 6 de julho, para que a técnica em enfermagem Cintya Chagas Costa de 47 anos, que matou a mãe, em Três Lagoas, seja julgada pelo Tribunal do Júri por infração aos seguintes dispositivos: 1) art. 121, §2º, incs. I e IV, do Código Penal; 2) art. 211, caput, do Código Penal; 3) art. 347, parágrafo único, do Código Penal.
Tendo em vista a gravidade do crime, uma vez que a técnica em enfermagem matou a própria mãe, uma idosa com doença degenerativa, e depois enterrou seu corpo no quintal da própria casa, mentiu para amigos e familiares a respeito disso, não se faculta o recurso em liberdade.
Consta na sentença de pronúncia, que entre os dias 03/10/2018 e 04/10/2018, na residência localizada a Rua Bom Jesus da Lapa no bairro Setsul, a filha teria, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, matado Helena Chagas da Costa na época com 76 anos.
Narra à denúncia do MP (Ministério Público) que Cintya, não queria mais ser responsável pelos cuidados com a vítima, que era sua mãe, foi até o quarto de Helena e agrediu-a até mata-la. Em seguida, Cintya arrastou o corpo da mãe até o quintal e enterrou-o.
Em suas alegações finais, o Ministério Público também argumenta que há indícios de que a acusada praticou o crime de fraude processual.
Quando interrogada em audiência de instrução e julgamento, Cintya não admitiu ter dolosamente matado sua mãe, contudo, ela confessou que, sozinha, moveu o corpo da vítima do quarto onde estava até uma cova no quintal de sua casa.
Cintya está presa há cerca de 20 meses no Presídio Feminino de Três Lagoas, aguardando julgamento. Ela tem o prazo de 15 dias para constituir novos advogados, uma vez que a defesa dela renunciou ao caso.
O CRIME
O corpo da idosa foi encontrado na noite do dia 22 de outubro de 2018, enterrado e em avançado estado de composição no quintal de sua residência localizada na Rua Projetada 5 do Bairro Set Sul, em Três Lagoas. Ela estava desaparecida desde o dia 2 de outubro, conforme o boletim de ocorrência registrado pela filha.
O odor que exalava pela vizinhança, além de denúncias ao Ministério Público de maus tratos praticados pela filha levou a polícia ao local do crime. Após ser indagada, a técnica de enfermagem acabou confessando ter enterrado o corpo da mãe. Segundo sua versão, a mãe, de 76 anos , que sofria de Alzheimer, morreu após passar mal dentro de casa, e no momento de desespero pegou uma enxada emprestada por um vizinho, e enterrou o corpo da idosa.
Toda a ação conforme o seu relato no SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil foi praticado sem a ajuda de qualquer outra pessoa.