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Golpe no tráfico de drogas: Cadela farejadora da PM participa de operação e presta apoio a PRF

A cachorra da raça Pastor Belga Malinois, do 2º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Três Lagoas, tem recebido elogio da população que acredita que o animal irá auxiliar no combate ao tráfico de drogas e será a protagonista de muitas operações.

Hojemais de Três Lagoas - Danielle Brito/ Aurora Villalba
18/01/18 às 13h36
Neca é da raça Pastor Belga Malinois (Aurora Villalba)

A cachorra da raça Pastor Belga Malinois, do 2º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Três Lagoas, tem recebido elogio da população que acredita que o animal irá auxiliar no combate ao tráfico de drogas e será a protagonista de muitas operações. 

‘Neca’, como a cadela foi batizada, tem dois anos e cinco meses. O nome escolhido tem tudo a ver com ela. 

‘Neca’ é uma variante do nome Neica, proveniente de Neiva. É um nome Latim. 

Significa trabalhadora incansável, dinâmica e inteligente, possui muita disciplina e está sempre disposta a colaborar sem outra intenção que não seja a de ajudar os outros. Com sua praticidade consegue executar quaisquer tarefas cansativas e monótonas, daquelas que a maioria das pessoas costumam recusar. Não admite ser interrompido quando está trabalhando. 

Segundo o subcomandante do 2ºBPM, major Ênio de Souza, a cachorra foi treinada desde que nasceu para detectar entorpecentes. 

“Desde o nascimento, ‘Neca’ foi treinada para reconhecer um objeto e depois direcionada para um odor específico, que neste caso foram os entorpecentes. Muita gente pensa que o cão farejador é viciado em entorpecentes, como a cocaína ou a maconha, mas isso não acontece. Para o cachorro, é como uma grande brincadeira. Sempre que reconhece alguma substância ou um explosivo, ele ganha uma recompensa. Pode ser um brinquedo que ele gosta, ou um carinho do adestrador. Todo cão trabalha por condicionamento. E nem todos os animais de uma mesma ninhada servem para este tipo de trabalho, os cachorros tem um perfil especifico para esta tarefa”, disse o major. 

O major explica que a nova integrante do 2º BPM foi adquirida por meio de um convênio com a Fibria em um canil de Goiânia, referência no Brasil em treinamento de cães. Ele foi in loco conhecer o trabalho realizado pelo canil.

“Um soldado foi para Goiânia para fazer o treinamento de condutor de cães, e além dele outros militares já estão se preparando para trabalhar em conjunto com a cachorra policial”, falou o subcomandante.

Conforme o major Ênio, a cadela mudou um pouco a rotina do batalhão, pois são feitos treinos diários e específicos duas vezes na semana. Além de adaptações para recebê-la como local específico, assistência veterinária e cuidados com a limpeza. 

O policial da Força Tática (nomenclatura usada para a Rotai após a unificação dos grupos em nível de Estado) condutor da ‘Neca’ conta que a cachorra é uma conquista para o batalhão e para a sociedade três-lagoense.

“Ela é uma ferramenta muito importante para o trabalho, com um cão farejador o aproveitamento é de 100%, a precisão para encontrar o entorpecente é muito grande, quando fazemos uma operação num local ou num veículo, é muito comum o cão indicar onde havia entorpecente, mesmo ele não estando mais lá”, revelou.

A cadela passou por um período de adaptação em Três Lagoas e já participou de operações, duas em apoio a PRF (Polícia Rodoviária Federal). 

Em média a ‘aposentadoria’ de um cão farejador chega aos oito anos. Porque é a idade onde ele começa a passar da fase adulta para a senil, e está mais cansado. Assim que deixa de realizar as tarefas, o policial condutor tem prioridade em ficar com o animal, pois é ele que esteve a maior parte do tempo com o cão. 

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