Um homem de 29 anos foi preso em flagrante por maus-tratos a animais na manhã desta segunda-feira (14), no Bairro Tiradentes, em Campo Grande (MS) . A ocorrência foi atendida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), após denúncia encaminhada via Ciops.
No imóvel, policiais e a equipe da perícia científica encontraram duas cadelas de porte semelhante à raça Pitbull em situação considerada extrema de maus-tratos . Segundo a Polícia Civil, os animais apresentavam magreza severa, lesões espalhadas pela pele e unhas excessivamente grandes .
As condições do local também chamaram a atenção das equipes. Havia fezes espalhadas pelo quintal e três recipientes destinados aos animais. Dois estavam completamente vazios, enquanto o terceiro continha apenas resíduos de água suja.
Durante a diligência, o morador chegou à residência, autorizou a entrada das equipes e confirmou ser o tutor das cadelas. Uma delas, de pelagem marrom, tem aproximadamente 5 anos. A outra, marrom e branca, tem cerca de 3 anos. Nenhuma das duas era castrada.
Conforme a Polícia Civil de MS , o homem admitiu que os animais apresentavam sinais de debilidade havia pelo menos três meses. Ele afirmou ter levado apenas uma das cadelas ao veterinário cerca de dois meses antes, mas sem a realização de exames clínicos ou laboratoriais.
O tutor também relatou ter fornecido vitaminas aos animais, porém o produto teria acabado aproximadamente dez dias antes da abordagem. Ele não apresentou as embalagens dos medicamentos e mostrou apenas cartões de vacinação desatualizados. Aos policiais, declarou não possuir condições financeiras para garantir os cuidados básicos e a saúde dos cães.
Diante da situação constatada, as duas cadelas foram recolhidas e encaminhadas ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) . O homem foi conduzido, com apoio da Polícia Militar, à delegacia, onde teve a prisão em flagrante por maus-tratos a animais formalizada e permaneceu à disposição da Justiça.
Fonte: Polícia Civil
