A impunidade chegou ao fim para um homem de 36 anos condenado pela Justiça por estupro de vulnerável em Três Lagoas. Na manhã de ontem (28), agentes da Seção de Investigações Gerais (SIG) localizaram e prenderam o indivíduo, dando cumprimento a um mandado de prisão expedido no início da semana para que ele inicie o cumprimento de uma longa pena em regime fechado.
O crime, que deixou marcas profundas na infância da vítima, ocorreu em meados de 2019. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o homem praticou atos libidinosos contra uma criança que, à época, tinha apenas seis anos de idade. A gravidade do caso foi acentuada por um fator agravante (majorante): o autor possuía ascendência sobre a vítima, ou seja, valeu-se de uma posição de autoridade, convívio e confiança para cometer os abusos.
Prisão no local de trabalho
Após o trâmite e a conclusão da ação penal, a Justiça determinou uma condenação rigorosa de 15 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado. Com o mandado expedido na última segunda-feira (26), os investigadores da SIG iniciaram as diligências para localizar o paradeiro do agressor.
Ele foi encontrado por volta das 9h30 de quarta-feira, em seu próprio local de trabalho, onde recebeu voz de prisão sem oferecer resistência.
O homem foi conduzido à sede da SIG para a formalização do cumprimento do mandado. Após ser submetido ao exame de corpo de delito, ele foi transferido para as celas da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC). O próximo passo é o recâmbio para a Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, onde finalmente dará início ao cumprimento de sua pena.
Denúncias anônimas
Para que casos de violência não fiquem impunes e foragidos sejam retirados das ruas, a SIG de Três Lagoas reforça o pedido de apoio à população. Informações sobre a prática de crimes ou o paradeiro de procurados pela Justiça podem ser repassadas de forma segura e direta aos investigadores.
As denúncias podem ser feitas pelos telefones (67) 3929-1173 ou pelo WhatsApp (67) 99226-8210. A Polícia Civil garante sigilo absoluto e anonimato a todos os denunciantes.
