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Presidente da Suzano e diretor de fábrica recebem título de cidadão de MS

Homenagem da Assembleia Legislativa reconhece atuação de Beto Abreu e Leonardo Pimenta no desenvolvimento da indústria de celulose e no Projeto Cerrado, investimento de R$ 22,2 bilhões.

Redação - Hojemais - Três Lagoas 
29/10/26 às 10h16
(Foto: Sessão Solene de homenagens da ALEMS - Imagem: Suzano)

O presidente da Suzano , Beto Abreu , e o diretor de Operações Industriais da fábrica de Ribas do Rio Pardo , Leonardo Mendonça Pimenta , receberam o Título de Cidadão Sul-Mato-Grossense , concedido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) . A homenagem ocorreu nesta quarta-feira (28), durante sessão solene no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

A honraria, proposta pelo deputado estadual Paulo Corrêa , primeiro-secretário da Assembleia, reconhece a contribuição dos executivos para o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul , especialmente pela participação na implantação e consolidação do Projeto Cerrado , considerado um dos maiores investimentos privados da história do estado.

Com aporte de R$ 22,2 bilhões , a fábrica de celulose da Suzano em Ribas do Rio Pardo iniciou suas operações em julho de 2024. O empreendimento ampliou em mais de 20% a capacidade produtiva da companhia e responde pela geração de mais de 5 mil empregos diretos , considerando trabalhadores próprios e terceirizados.

Durante a solenidade, Beto Abreu destacou o trabalho coletivo responsável pela implantação da unidade industrial e reafirmou o compromisso da companhia com o crescimento regional.

“Agradeço à Assembleia Legislativa e ao deputado Paulo Corrêa por este reconhecimento, que divido com as equipes da Suzano em Três Lagoas e em Ribas do Rio Pardo. Estou aqui representando milhares de pessoas que construíram a fábrica de Ribas do Rio Pardo e que mantêm nossas operações no estado. Nossa responsabilidade é fazer com que esse investimento continue gerando desenvolvimento para as comunidades onde atuamos”, afirmou.

Leonardo Pimenta também compartilhou a homenagem com os profissionais responsáveis pelo desempenho operacional da fábrica.

“Sou mineiro de nascimento e agora também filho de Mato Grosso do Sul, com muito orgulho. Agradeço à Assembleia Legislativa e ao deputado Paulo Corrêa. Este título pertence à equipe de Ribas do Rio Pardo, que colocou a fábrica em ritmo pleno em pouco tempo. Essa eficiência dá à unidade a base para seguir gerando empregos e desenvolvimento no município”, declarou.

Projeto Cerrado consolida Mato Grosso do Sul como polo da celulose

A implantação do Projeto Cerrado , em Ribas do Rio Pardo, representa um marco para a indústria de papel e celulose no Brasil e fortalece a posição de Mato Grosso do Sul como um dos principais polos produtores do setor.

Além do volume de investimentos e da geração de empregos, a unidade apresentou indicadores de eficiência industrial nos primeiros meses de funcionamento.

Sob a gestão de Leonardo Pimenta, a fábrica atingiu a produção nominal estabilizada cinco meses após o início das operações e alcançou o custo de produção previsto no projeto em oito meses.

Outro destaque foi a estabilização, em apenas dois meses, das operações das plantas de ácido sulfúrico e de gaseificação de biomassa, estruturas importantes para o funcionamento do complexo industrial.

Os resultados demonstram a capacidade operacional da unidade e sua importância estratégica para a expansão da Suzano no mercado nacional e internacional de celulose.

Executivos acumulam experiência na indústria

Beto Abreu assumiu a presidência da Suzano em julho de 2024, período que coincidiu com a entrada em operação da fábrica de Ribas do Rio Pardo.

O executivo possui mais de 30 anos de experiência em empresas brasileiras e multinacionais. É formado em Engenharia Mecânica e de Produção pela PUC-Rio, possui MBA pela Fundação Dom Cabral e participou de programas executivos no IMD Business School e na Wharton School, da Universidade da Pensilvânia.

Também integra o Conselho do movimento Pacto Contra a Fome.

Já Leonardo Mendonça Pimenta , natural de Belo Horizonte (MG), ocupa a diretoria de Operações Industriais da Unidade Ribas do Rio Pardo desde maio de 2024.

Com 23 anos de experiência no setor de papel e celulose , sendo 15 em posições executivas, construiu sua trajetória profissional em empresas como Cenibra, Fibria e Suzano.

É graduado em Engenharia Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com período de estudos na Alemanha, possui mestrado em Tecnologia de Produção de Celulose pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Suzano mantém três fábricas de celulose em Mato Grosso do Sul

Além da unidade de Ribas do Rio Pardo, a Suzano mantém duas fábricas em Três Lagoas , município que desempenha papel estratégico na consolidação da cadeia produtiva de celulose no estado.

A primeira unidade entrou em operação em 2009, com capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas de celulose por ano . A segunda começou a operar em 2017, com capacidade anual de 1,95 milhão de toneladas .

Juntas, as duas fábricas possuem capacidade instalada de 3,25 milhões de toneladas anuais e geram aproximadamente 6 mil empregos diretos e indiretos na região leste de Mato Grosso do Sul.

Com a expansão das operações industriais em Ribas do Rio Pardo, a companhia reforça sua participação na economia sul-mato-grossense, contribuindo para a geração de empregos, a movimentação da cadeia de fornecedores e o desenvolvimento dos municípios ligados ao setor florestal e de celulose .

A concessão do Título de Cidadão Sul-Mato-Grossense aos dois executivos simboliza o reconhecimento institucional à participação da Suzano na transformação econômica e industrial do estado.

 

 

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A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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