Nesta terça-feira, as forças de segurança do Rio de Janeiro realizaram uma significativa operação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade. Em uma ação conjunta, as políciais Civil e Militar buscaram enfraquecer o crime organizado na região.
O confronto resultou na morte de dois policiais e 58 suspeitos. Além disso, outros agentes foram feridos e três civis atingidos por balas perdidas. No decorrer da operação, 56 suspeitos foram detidos e levados à Cidade da Polícia, também localizada na zona norte.
As forças de segurança apreenderam 31 fuzis e uma quantidade substancial de drogas, contando com a participação de 2.500 policiais civis e militares em mais uma etapa da Operação Contenção. O objetivo é capturar líderes criminosos tanto do Rio quanto de outros estados com a pretensão de expandir seus domínios.
Traficantes, em retaliação à ofensiva, empregararam drones para lançar artefatos explosivos e incendiaram barricadas. O governador Cláudio Castro afirmou que diversas lideranças criminosas estavam encurraladas e destacou a relevância da tecnologia e inteligência na operação: "Essa operação tá acontecendo agora e eu não tenho dúvida que essa utilização da tecnologia, da estratégia, da inteligência, tá sendo fundamental para que a gente tenha sucesso nessa operação", afirmou.
A megaoperação causou a suspensão das aulas em 46 unidades escolares municipais e em uma estadual nas comunidades da Penha e do Alemão. Houve também impacto no transporte público, com 12 linhas de ônibus alterando suas rotas. Seis unidades de saúde interromperam o atendimento e quatro estão operando parcialmente.
Promotores do Ministério Público Estadual também participaram da ação, que se baseou em investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes iniciadas há mais de um ano. As equipes contaram com o suporte de drones, dois helicópteros, 32 veículos blindados e 12 máquinas de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.
