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‘Muitas mulheres foram encorajadas a quebrar o silêncio’, diz delegada Sayara Quinteiro

Rede de proteção à mulher em Três Lagoas atua para incentivar denúncias e evitar casos de feminicídio.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
30/08/25 às 08h32
Foto: Divulgação Polícia Civil

O mês de agosto se encerra com esperança e coragem renovadas para muitas mulheres em Três Lagoas. A campanha Agosto Lilás, dedicada à conscientização sobre a violência doméstica e familiar, resultou em mais denúncias, no fortalecimento da rede de proteção e na certeza de que falar sobre o problema salva vidas.

Quem confirma esse saldo positivo é a delegada Sayara Quinteiro, da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). “Foi um mês bastante proveitoso com muitas mulheres que foram encorajadas a quebrar o silêncio, a relatar o que de fato acontecia, a solicitar medidas protetivas. Então, foi um mês positivo no sentido de que pessoas vieram, tiveram coragem, tomaram uma iniciativa para sair dessa situação de violência que elas viviam”, avaliou.

Ao longo da campanha, a DAM esteve presente em fazendas, empresas, escolas e academias, promovendo diálogos diretos com mulheres e jovens. O objetivo era claro: mostrar os tipos de violência previstos em lei, orientar sobre como denunciar e reforçar que a rede de proteção está pronta para acolher vítimas.

Foto: Hojemais Três Lagoas

Em Três Lagoas, mulheres em situação de risco contam com casa-abrigo, atendimento psicossocial e suporte policial. A DAM atua na investigação e responsabilização dos agressores, garantindo que casos não fiquem impunes.  “Quanto antes esse crime for denunciado, mas no início é muito mais fácil da vítima conseguir sair do ciclo e não chegar ao extremo” , ressaltou Quinteiro.

Embora casos graves como o de feminicídio ainda preocupem, a delegada destaca que, em 2025, Três Lagoas não registrou nenhuma ocorrência desse tipo de crime. Para ela, isso se deve ao trabalho de conscientização e à resposta rápida da rede de proteção.

O feminicídio é aquela forma mais grave de exteriorização da violência e ela ocorre principalmente no âmbito doméstico ou de pessoas que se consideram aparentadas [...] e cabe à polícia civil a investigação de todos esses tipos de crime, a busca de provas para que a gente consiga responsabilizar esses agressores e também cabe a nós a conscientização para que a gente consiga evitar a ocorrência desses crimes”,  afirmou a delegada.

Encerrando a entrevista, a delegada deixou uma mensagem de impacto:  “Não espere mais um dia, confie no trabalho da polícia civil, né, venha até a delegacia, se oriente e denuncie, fale, quebre o silêncio, busque auxílio porque com certeza você vai encontrar pessoas que vão te acolher, orientar e ajudar no que for possível”.

O balanço do Agosto Lilás em Três Lagoas mostra que a informação tem sido uma arma poderosa contra a violência. Se por um lado os números de denúncias cresceram, por outro, a cidade celebra o fato de não ter registrado nenhum caso de feminicídio. Para a delegada Sayara Quinteiro, isso reforça que campanhas de conscientização salvam vidas e que cada denúncia feita no início do ciclo de violência representa uma chance real de recomeço.

Mais do que estatísticas, o resultado é a prova de que mulheres estão encontrando voz e coragem para buscar ajuda. E, como destacou a delegada, a mensagem é clara: o silêncio protege o agressor, enquanto a denúncia abre caminho para a liberdade e para a vida.

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