A investigação sobre o feminicídio de Érica Regina Moreira Motta, de 46 anos, revelou que a vítima foi mantida em cárcere privado por dois dias e chegou a pedir ajuda a amigas antes de ser brutalmente assassinada.
O autor, identificado como Vagner Aurélio Fernandes dos Santos, de 59 anos, possui 59 passagens pela polícia, incluindo uma tentativa de homicídio registrada em 2018.
Crime aconteceu no Jardim Real
O feminicídio ocorreu na noite de quarta-feira (27), em uma residência localizada na Rua Izaque Cardoso Lopes, no bairro Jardim Real, em Bataguassu. Segundo a polícia, Érica foi encontrada morta em uma poltrona, com seis a sete golpes de faca no tórax, pescoço e rosto.
Testemunhas contaram que ouviram gritos de socorro e discussões durante dois dias seguidos na casa do suspeito. Uma vizinha relatou que Érica parecia impedida de sair. Outras duas amigas confirmaram que a vítima chegou a telefonar pedindo ajuda, afirmando que havia sido agredida e estava sendo mantida em cárcere privado.
Prisão em flagrante na rodoviária
Após o crime, Vagner fugiu e foi visto ensanguentado arremessando uma faca no quintal de uma vizinha. Ele foi localizado horas depois na rodoviária de Bataguassu, onde consumia cerveja e um salgado, ainda com as roupas manchadas de sangue.
O homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil, autuado por feminicídio, sequestro e cárcere privado.
Histórico criminal do autor
Natural de Santo Anastácio (SP), Vagner Aurélio possui um extenso histórico criminal. De acordo com os registros policiais, ele já foi apontado como autor ou suspeito em 59 ocorrências, incluindo:
- 14 registros por ameaça;
- 6 por injúria;
- 6 por condução de veículo sob influência de álcool;
- 1 por tentativa de homicídio em 2018.
Em junho deste ano, ele havia sido preso em flagrante em Bataguassu após dirigir alcoolizado, colidir com veículos estacionados e quase atropelar duas crianças.
O delegado responsável pelo caso, Dr. Daniel Wollz, destacou que as circunstâncias do crime evidenciam a gravidade da violência contra a mulher e reforçam a necessidade de ampliar a rede de proteção às vítimas.
Com informações de Cenário MS.
