De acordo com a Diretora de Trânsito, a professora Creuza Ramos, falar ao celular, falta do uso de cinto de segurança, e avançar o sinal vermelho são as infrações de trânsito campeãs no trânsito de Três Lagoas.
Segundo a diretora, após uma mudança na lei nº 13.281, houve uma diferença na forma de autuar o condutor com o aparelho celular. Conforme explica a professora, antes o motorista era autuado por falar ao celular, e agora também por manusear o aparelho.
“Segurar, falar ou manusear, o motorista já estará cometendo uma infração”, explica a diretora. Apesar do aumento das infrações de trânsito sobre a questão do manuseio do aparelho celular, a diretora comentou que os motoristas continuam dirigindo cometendo este tipo de infração.
“Os motoristas continuam digitando uma mensagem, falando, ou até mesmo segurando o aparelho, por isto, os números de infrações aumentaram, em relação ao uso do celular”, comentou.
De janeiro até abril deste ano, houve 2.172 autuações de trânsito. Conforme a diretora, este número embora seja alto, não representa 1% das infrações cometidas pelos motoristas na cidade.
Janeiro 699 autuações; fevereiro 632; março 698 e abril 143, conforme dados da diretoria de trânsito. Em comparação com o mesmo período de 2018, houve um acréscimo de 343 infrações. Em todo o ano passado, 5.930 motoristas foram autuados no trânsito.
“Eu desafio qualquer pessoa ficar próximo de um agente de trânsito. Ele vai perceber que enquanto este profissional faz uma autuação, passam quatro condutores cometendo algum tipo de infração.
O índice de condutores que cometem algum tipo de infração, não é só exclusividade do nosso município. Isto acontece em todo o Brasil. As pessoas, eu digo sempre sabem e tem a consciência do que é certo e daquilo que é errado, mas não são sensíveis a ter uma conduta correta no que diz respeito às normas de circulação no trânsito”, reforça a autoridade.
CAMPANHAS DE CONSCIENTIZAÇÃO
Conforme explica a professora Creusa Ramos, o órgão de trânsito de Três Lagoas é constituído de um tripé; educação, fiscalização, e engenharia de tráfego.
A divisão de educação, representada pela Caroline Cruz. A fiscalização que são os agentes de trânsito, e o engenheiro que cuida da parte do tráfego, Flávio Thomé. “O tripé está caminhando e não tem como parar qualquer uma destas três pontas. As campanhas de conscientização vão continuar” destaca a diretora e ainda completa:
“A educação no trânsito é como carregar água na peneira. Imagine o que é carregar água na peneira? Você coloca um balde de água. Ao levar este balde em um curto espaço, vai sobrar algumas gotículas. Estas gotas que sobrar serão as vidas salvas, e para nós o mais importante é a vida. O ‘Maio Amarelo’ é uma das campanhas que estão para falar da preservação da vida, e infelizmente apesar dos esforços, os números de acidentes aumentaram”, finaliza.