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"Não somos racistas": Afirma empresário peruano acusado de discriminação

Através de uma rede social proprietário de uma loja de roupas em Três Lagoas se defendeu

Dayane Milani - Hoejmais Três Lagoas
20/12/18 às 16h06

Após ser acusado de racismo, o empresário peruano, proprietário de uma loja de roupas em Três Lagoas, através de uma rede social, se defendeu. “Ai meu Deus cada coisa. Por que essa pessoa tem que falar mal de nós? Porque nós somos estrangeiros, por isso? Nós somos estrangeiros sim, mas nós somos trabalhadores, não humilhamos a ninguém, nem ofendemos a ninguém, nós não somos dessa forma, o que nós fizemos de errado? Nada! Ligamos a uma moça para vir a trabalhar com nós. Ela ficou na loja, depois de quase duas horas vimos que não iria dar certo, nós dispensamos ela depois de duas horas, e ela ainda voltou acompanhada com seu esposo depois, só para nos ofender”, disse o empresário.

O texto continua, e o empresário diz que as imagens gravadas pelo circuito interno de câmeras mostram o período que a mulher permaneceu no estabelecimento. Segundo a postagem, a mulher chegou as 9 horas e 58, e foi dispensada ás 11 horas e 30. O empresário afirma que as 13 horas e 27, a mulher e o marido voltaram a loja para tomar satisfações pela dispensa.

O empresário afirma: “Ela agrediu a gente verbalmente e insulto a gente, mas fazer o que, ninguém nos pregunto nada, mas ele fica falando coisa que não fizemos e ainda fala que nós somos racistas. Como pode isso, nós somos estrangeiros, sabemos o que é racismo, mas graças a Deus nós temos câmeras na loja”, explicou.

O advogado que representa o empresário, disse que o proprietário da loja, já foi até o 1ª Delegacia de Polícia e levou as filmagens para comprovar que, o que houve foi apenas um teste de emprego no sábado (15). Com o tempo mais ou menos de uma hora e meia, a moça ficou distraída e andando pela loja, e por isso não foi contratada.

Segundo o advogado, após ver as filmagens, uma agente da Policia Civil chamou o delegado, que informou que seria necessária a ida a 3ª Delegacia, já que os fatos narrados pela vítima não coincidiam em nada com as filmagens do circuito interno de segurança, porém o delegado pediu que o proprietário aguardasse a instauração do inquérito para poder juntar as filmagens.

O advogado afirmou que ao final do inquérito serão tomadas as medidas judiciais cabíveis contra o acusador.

Entenda o caso

Jaqueline Torres Barbosa de 25 anos afirmou na justiça que foi dispensada do trabalho, depois que o proprietário da loja de confecções onde ela prestava serviços, descobriu que ela era casada com um negro.

Segundo o Rapper Jose Wellington Honorato dos Santos de 37 anos, sua esposa estava desempregada e distribuiu currículo em várias empresas da cidade, e foi chamada para trabalhar na loja de roupas, onde aconteceu o possível ato de racismo.

O casal procurou a 3ª Delegacia de Polícia Civil na segunda-feira (17), e registrou o boletim de ocorrência por praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

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