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Onze são presos no estado por crimes relacionados as eleições

Dois homens e uma mulher fizeram imagens dos próprios votos, outro foi flagrado bebendo

Correio do Estado - Da Redação
28/10/18 às 17h02

Onze pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul por crimes relacionados as eleições, que ocorrem neste domingo (28). Cinco foram presos por consumir bebida alcoólica na rua em Campo Grande e Bonito, um homem também em Bonito foi preso por desobediência, outros três em Ribas do Rio Pardo e uma mulher em Corumbá, por fazerem imagens da urna eleitoral no momento em que votavam e por fim uma mesária que saiu para o almoço e não voltou mais a sessão. 

O primeiro caso, de um homem de 33 anos flagrado consumindo bebida alcoólica, aconteceu em Campo Grande. Ele teria sido detido pela Polícia Militar e foi levado para a Superintendência da Polícia Federal na Capital. No local, o policial municipal de plantão informou que o preso presta depoimento para o delegado responsável.

A informação é de que ele estava consumindo bebida alcoólica na rua, o que é proibido no Estado. A restrição é para o consumo de bebida em locais públicos, não para a venda. Em Mato grosso do Sul não será permitida a venda de bebidas alcoólicas até as 17h, mas a limitação não vale para restaurantes que funcionem exclusivamente entre as 11h30min e as 14h30min.

Em nota, a PF informou que o homem estava "visivelmente embriagado" e fomentando tumulto na Escola Eulalia Neto Lessa, na Rua Terlita Garcia nº 1823, no Bairro Manoel Taveira quer pertence a 35ª Zona Eleitoral. Ele também teria detonando fogos de artifício. Após prestar depoimento ele será liberado, de acordo com a Polícia Federal.

Os estabelecimentos que desobedecem a proibição podem ser fechados. Já os eleitores que forem flagrados consumindo álcool onde há restrição podem ser punidos com multa ou detenção.

As outras três prisões, de três homens não tiveram os nomes divulgados, ocorreram por volta das 9h30, das 10h30 e no ínicio da tarde em colégios eleitorais diferentes em Ribas do Rio Pardo, a 97 quilômetros da Capital. Os três homens fizeram o ato semelhante. Entraram na cabine de votação com aparelho de celular e registraram os respectivos votos. O artigo 312 do Código Eleitoral (L. n. 4.737/1965), diz que é crime “violar ou tentar violar o sigilo do voto”, a pena pode ser de até dois anos de detenção.

“A Polícia Civil realiza o trabalho de efetuar a prisão em flagrante em Ribas, pois não há Polícia Federal. Vamos concluir a investigação e encaminhar para  a Justiça Eleitoral. Os dois serão liberados no fim do dia, mediante o compromisso de comparecerem quando forem intimados pela Justiça”, explicou o delegado da Polícia Civil responsável pelas prisões, Bruno Santacatharina.

O quarto caso, também registrado pela Polícia Federal, foi em Corumbá, a 420 quilômetros de Campo Grande. Uma técnica de enfermagem de 31 anos, foi flagrada fazendo fotografias de urna no momento da votação. A situação ocorreu no Colégio Dom Bosco, no bairro de mesmo nome, que pertence a 7ª Zona Eleitoral. Ele foi enquadrada no mesmo crime dos homens presos em Ribas do Rio Pardo.

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