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Pai e filho que mantinham idoso em trabalho escravo são presos

A medida foi cumprida contra dois homens, pai e filho, suspeitos de terem mantido um idoso, de 71 anos, em condição análoga à escravidão até maio de 2023, quando foi resgatado

Da redação  - Hojemais Três Lagoas
19/12/23 às 15h47
Imagem: Agência Brasil

A Polícia Federal, no Espírito Santo, cumpriu nesta terça-feira (19), quatro mandados de busca e apreensão no município de Presidente Kennedy, localizado no litoral sul do Espírito Santo. A medida foi cumprida contra dois homens, pai e filho, suspeitos de terem mantido um idoso, de 71 anos, em condição análoga à escravidão até maio de 2023, quando foi resgatado. Os investigados ainda são acusados de coação de testemunhas que prestaram depoimentos à Polícia Federal (PF) depois do resgate da vítima.

Até o momento desta publicação, a Polícia Federal havia confirmado à Agência Brasil a prisão em flagrante do filho por porte ilegal de munições de calibre 12. A ação também resultou na apreensão de celulares, armamentos e munições.

De acordo com a Agência, o idoso era como um “faz-tudo” na fazenda dos investigados. Na época, o homem foi encontrado pela Polícia Civil do Espírito Santo nesta propriedade rural em Pedra Branca, interior do município capixaba, após denúncia realizada no Disque-Denúncia 181, do governo estadual.

O idoso teve uma lesão na perna há mais de 15 dias, sem atendimento médico, mesmo depois que o patrão foi comunicado. O trabalhador vivia em condição degradante, incluindo ficar sem alimentação e habitar em instalações precárias.

O homem foi resgatado e encaminhado a sua família, em outra cidade do Espírito Santo, e a investigação encaminha à Polícia Federal, que afirmou que o idoso trabalhou cerca de 15 anos sem receber salário fixo, mas apenas um valor para sobreviver. Além disso, o empregador também retinha os documentos, cartão bancário e benefício previdenciário pagos à vítima.

Os investigados podem responder pelos crimes de redução à condição análoga de escravo e por coação de testemunha no curso do processo ou da investigação. Se condenados, poderão cumprir penas máximas que, se somadas, podem chegar a 19 anos.

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