Uma operação conjunta realizada pela Polícia Federal e Receita Federal mobilizou um contingente de aproximadamente 350 Policiais Federais e 53 servidores da Receita Federal para cumprir 95 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e em mais quatro estados brasileiros. O objetivo da operação é reprimir crimes de contrabando, lavagem de dinheiro e desmantelar uma organização criminosa envolvida nesses ilícitos.
Os estados envolvidos na ação são o Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Piauí. A investigação que culminou nessa operação revelou que eletrônicos estavam sendo contrabandeados para o Brasil através de entradas secundárias na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Essas mercadorias eram armazenadas em pontos de apoio na região fronteiriça e, posteriormente, distribuídas para outras regiões do país.
Os eletrônicos contrabandeados eram adquiridos por vendedores atacadistas e introduzidos irregularmente no mercado brasileiro com o propósito de revenda. Esse trânsito ilegal contava com a atuação de freteiros, responsáveis por transpor a fronteira e entregar as mercadorias. O transporte até o destino final era realizado através de veículos de pequeno porte equipados com compartimentos ocultos, ou então por meio de caminhões, nos quais as cargas ilícitas eram dissimuladas entre produtos lícitos, como alimentos congelados e grãos.
Estima-se que os grupos investigados tenham movimentado milhões em mercadorias desde o início da pandemia de covid-19, que ocasionou o fechamento prolongado das fronteiras entre o Brasil e o Paraguai. O nome da operação, denominada "Grade A", faz referência aos celulares recondicionados que eram importados e amplamente negociados pelos alvos da investigação.
