AO VIVO
Polícia

Presos em operação, líderes de quadrilha eram alvos da PF desde 2011

Líderes de organização criminosa especializada no contrabando de cigarros, bem como na corrupção policial para a facilitação ao contrabando, que foram presos durante operação, já eram alvos da Polícia Federal desde 2011.

Correio do Estado
23/09/18 às 14h39
(PF)

Líderes de organização criminosa especializada no contrabando de cigarros, bem como na corrupção policial para a facilitação ao contrabando, que foram presos durante operação, já eram alvos da Polícia Federal desde 2011. 

Na época, 23 policiais militares também foram apontados como participantes da quadrilha.

De acordo com a Polícia Federal, durante a operação Holambra e Fumus Malus (Fumo do Mal), desencadeada em 2011, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com a PF, Receita Federal e a própria Polícia Militar, já havia sido feito pedido de prisão dos quatro líderes da quadrilha presos na operação.

“Mas ele fugiram para o Paraguai e desde então tinham muita cautela ao vir para o Brasil. Só agora, no começo do ano, o crime prescreveu e os mandados de prisão venceram e eles voltaram a cruzar a fronteira”, explicou o delegado Cléo Mazzotti, da Polícia Federal.

Desde aquela época, a polícia vinha monitorando os suspeitos que, enfim, maracram reunião do grupo durante o casamento de um deles, realizado em Alagoas. O casamento seria na tarde de hoje, num resort. 

“Até junho eles não entravam no Brasil e quando entravam eram cautelosos, mas, então veio o casamento de um deles, que nós descobrimos que seria no Nordeste”, contou o delegado. 

Além dos três presos no resort, em Alagoas, a polícia prendeu um quarto chefe da organização criminosa em Eldorado, região SuL de MS. O homem estava numa chácara, onde tinha acesso ao Paraguai, por meio de um rio.

CORRUPÇÃO ANTIGA

Também desde 2011, policiais de MS já eram suspeito de colaborar com o contrabando. Na época, o Gaeco acreditava que os contrabandistas agiam no Estado há seis ou sete anos, isso com ajuda dos policiais corruptos, que atuavam em dois grupos, na cidade de Sidrolândia.

Um desses grupos cuidava só de contrabando de cigarro. O outro, de outros tipos de contrabando, como pneus e roupas falsificadas. Todas as mercadorias vinham ilegalmente do Paraguai.

As propinas não seguiam uma tabela e oscilavam muito conforme o policial corrupto. Alguns corruptores eram mensalistas, outros negociavam de acordo com a quantidade e tipo de carga que iria passar pela fiscalização.

No trecho da fronteira a Campo Grande, o contrabando era feito em carros de passeio. Os contrabandistas contavam com olheiros com a missão de ver quem estava no posto e verificar se era o policial corrupto. Na Capital, a mercadoria passava para carretas e o carregamento seguia para estados vizinhos.

Já na Região Sul do Estado, além de receberem propinas, os policiais também estorquiam os contrabandistas exigindo o pagamento para a liberação de carregamentos retidos.

Havia ainda a suspeita de que um PM agia como batedor e que outro também fazia contrabando de mercadorias vindas do Paraguai.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WESLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.