A força de trabalho dos reeducandos da Colônia Penal Industrial "Paracelso de Lima Vieira Jesus", uma unidade masculina de regime semiaberto em Três Lagoas, tem sido utilizada na execução de obras em prédios da segurança pública da cidade.
Essa ação faz parte dos esforços de ressocialização da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), que busca associar a reintegração dos apenados com benefícios diretos para a sociedade.
Atualmente, estão em andamento obras na Unei "Tia Aurora", no bairro Chácara Imperial, onde os reeducandos do regime semiaberto estão realizando serviços de pintura, alvenaria, hidráulica, limpeza, entre outros. Dois custodiados estão envolvidos na pintura do anfiteatro da unidade. Essa colaboração da Colônia Penal tem proporcionado uma economia de custos com mão de obra e agilizado os serviços necessários, conforme agradece o diretor da unei, Nilson Elias Ferreira.
Os serviços em prédios públicos da segurança em Três Lagoas são realizados mediante autorização do juiz Luiz Felipe Medeiros Vieira, da Vara de Execução Penal do Interior (VEPIn). A equipe do local beneficiado é responsável pelo transporte e pelo acompanhamento dos internos durante o trabalho. Além disso, os reeducandos obtêm remissão da pena, ou seja, a redução do tempo de prisão, a cada três dias de trabalho.
Outra ação recente foi a pintura externa da Unidade Operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada com a ajuda dos reeducandos. Essa iniciativa contribuiu para proporcionar um ambiente melhor para os policiais desempenharem suas atividades em prol da segurança da população.
Segundo o diretor da Colônia Penal de Três Lagoas, José Antonio Garcia Sales, a participação dos internos nessas obras é uma forma adicional de o sistema penitenciário contribuir para a segurança da comunidade. Essa oportunidade de trabalho possibilita a transformação efetiva de condutas, por meio da qualificação dos serviços, disciplina e melhoria da autoestima dos reeducandos, que se sentem incluídos em algo maior. Além disso, eles conquistam a redução da pena por meio do trabalho digno.
Essa utilização do trabalho prisional em benefício da estruturação de prédios da segurança pública também traz benefícios em outras partes do Estado, como Amambai, onde custodiados do regime fechado trabalharam na construção da sede do 2º Subgrupamento da Polícia Militar Ambiental, e em Coxim, onde os internos construíram a sede do Instituto Médico Legal. Além disso, em Dourados, Ponta Porã e Campo Grande, eles atuaram nas reformas de delegacias da Polícia Civil e Uneis.
