A Polícia Civil através da SIG (Seção de Investigações Gerais) deflagrou nesta sexta-feira (29) a Operação denonimada "Mercado Livre" em repressão aos crimes de receptação e comercialização de aparelhos celulares furtados ou roubados em Três Lagoas entre os meses de janeiro a abril deste ano.
Durante a operação, nove pessoas foram conduzidas a sede da SIG e poderão ser processadas pelo crime de receptação.
Os aparelhos recuperados totalizam mais de R$ 10 mil de acordo com a Polícia Civil. Durante a operação, os investigadores conseguiram recuperar oito aparelhos pertencentes a vítimas diversas.
Desde os registros dos boletins de ocorrência comunicando os furtos e roubos dos aparelhos alvos da operação, as equipes iniciaram Investigações, com diligências de rua e de levantamento de informações realizadas pelas equipes operacionais, e trabalho técnico desenvolvido pelo Núcleo Regional de Inteligência para apuração dos dados levantados.
A investigação apontou que a quase totalidade dos aparelhos furtados ou roubados, logo após o crime, eram negociados informalmente, numa espécie de "mercado livre" na internet, em grupos de vendas em redes sociais.
Durante os trabalhos foram identificados os nomes das pessoas que estariam fazendo uso dos aparelhos celulares, bem como foi apurada a localização de tais indivíduos.
As pessoas que foram flagradas em posse dos aparelhos recuperados durante a operação foram conduzidas a sede da SIG, onde prestaram depoimento perante a autoridade policial e foram formalmente apontadas como autoras do crime de receptação.
Conforme a Polícia Civil, todas poderão ser processadas pelos crimes de receptação culposa ou dolosa, com penas que variam de um mês a quatro anos de prisão.
Os aparelhos recuperados foram devidamente apreendido, e serão restituídos aos seus legítimos proprietários.
No total, os aparelhos recuperados totalizam o valor de mais de R$ 10, sendo que alguns deles custam até R$ 2 mil.
ALERTA
A Polícia Civil de Três Lagoas alerta as pessoas para que evitem comprar aparelhos celulares e qualquer outros objetos informalmente, sem origem lícita comprovada.
De acordo com as orientações da SIG, compras em sites e grupos de vendas de redes sociais, somente devem acontecer com a apresentação da nota fiscal do objeto.
Ainda conforme as orientações mesmo que uma pessoa afirme que não tinha conhecimento da origem ilícita do objeto comprado, poderá responder pelo crime de receptação, quando de acordo com as condições de quem vende o objeto ou pela desproporção entre o valor de mercado e o valor que ele é ofertado, deveria desconfiar da sua origem ilícita.
