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Um ano após matar e concretar corpo de jovem, responsáveis ainda não foram julgados

Uma audiência de instrução e julgamento dos acusados Vitor Hugo Guedes Cevada Juvenário, 21 anos e Luiz Manoel dos Santos Lauris, de 19 anos foi marcada para o dia 29 deste mês às 14h30.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
01/08/19 às 14h01
Corpo foi enterrado e concretado no quintal da uma casa (Divulgação)

O assassinato de Nelson Yuri Correa de Oliveira, de 17 anos, completou um ano na última segunda-feira, 29, e os responsáveis pelo crime que chocou a cidade ainda não foram julgados. O corpo de Nelson só foi localizado no dia 2 de agosto. 

Uma audiência de instrução e julgamento dos acusados Vitor Hugo Guedes Cevada Juvenário, 21 anos e Luiz Manoel dos Santos Lauris, de 19 anos foi marcada para o dia 29 deste mês às 14h30.

A audiência de instrução e julgamento criminal é o principal ato de um processo, seja de procedimento ordinário, sumário ou sumaríssimo, uma vez que, é nela, que serão ouvidas as testemunhas, os peritos e os acusados.

A dupla está presa aguardando julgamento.

ENCONTRANDO O CORPO

Após cinco dias desaparecido, a família de Nelson Yuri Correa de Oliveira  de 17 anos - procurou a Delegacia de Polícia para registrar o sumiço do adolescente. Enquanto conversava com o delegado, Roberto Guimarães, na tarde de quinta-feira, dia 2 agosto, a mãe do rapaz relatou que estava preocupada com o filho, porque tinha visto a foto da bicicleta de Nelson publicada em um site de notícias. Neste momento, chegou à delegacia Luís Manoel dos Santos Lauris para retirar uma bicicleta que havia sido apreendida na segunda-feira, dia 30 de agosto.

De acordo com o delegado, quando o rapaz viu a família de Nelson, ficou bastante nervoso. Foi neste instante que a autoridade policial desconfiou da atitude dele e o manteve na delegacia.

O delegado questionou tanto o nervosismo, quanto o paradeiro de Nelson. Por um tempo, Luiz dizia não saber de nada, mas, acabou confessando que ele e um amigo haviam matado o rapaz, enterrado o corpo e concretado no quintal de uma casa, localizada na Vila Haro.

Luiz disse ao delegado que, após uma discussão, entrou em luta corporal com Nelson. O amigo, Victor que também estava na residência, golpeou a cabeça do adolescente com uma tábua de madeira que o fez ficar inconsciente.

Ainda no depoimento, o acusado disse que, na tentativa de esconder o corpo, cavaram um buraco no quintal e enterraram o corpo. Com o objetivo de não serem descobertos, concretaram o local, como se fosse à extensão da calçada.

No local indicado, uma equipe do Corpo de Bombeiros fez a escavação, localizou e retirou o corpo de Nelson, que foi encaminhado para o IMOL (Instituto  de Medicina e Odontologia Legal ).

A casa onde o corpo foi enterrado havia sido alugada meses antes. A polícia acredita que a intenção era utilizá-la para esconder objetos furtados. O local precisou ser isolado no momento que os suspeitos foram levados para a viatura. Populares estavam revoltados com o crime.

PERDÃO A MÃE

Após serem presos e ouvidos os acusados foram apresentados a imprensa e falaram sobre o crime. Victor disse que, no dia do crime, tinha usado substância entorpecente e pediu  perdão à mãe da vítima. Ele afirmou que cometeu o crime porque estava sendo ameaçado.

Se condenados, podem receber pena de mais de 20 anos de prisão por assassinato e ocultação de cadáver. A pena poderá ser agravada se o laudo pericial confirmar que Nelson foi enterrado vivo.

Momento em que os envolvidos eram encaminhados para a delegacia (Aurora Villalba)
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