Em tempos de excessiva tecnologia tudo é motivo para comentários, postagens em vídeos e fotos nas redes sociais
Casou -se, posta foto. Nasce o filho, posto foto. Viajou, posta foto. Não recebeu um bom atendimento, posta foto também, e por vai. Enfim, vivemos tempos de extrema modernidade e comunicação midiática.
Atualmente, são 800 milhões de usuários mensais no Facebook, 400 milhões de usuários no Instagram por mês, além do movimento nas funcionalidades da rede social: 1 bilhão de pessoas usam os grupos do Facebook todo mês, 500 milhões de pessoas usam os eventos do Face mensalmente.
As redes sociais se transformaram em veículos de comunicação pessoal e coletiva. Grupos no Facebook são criados a todo momento nos mais diferentes segmentos e finalidades.
Neste contexto, ‘coletivo’ descobrimos que alguns internautas de Três Lagoas são membros de grupos abertos e fechados, que não só exibem fotos de pessoas fumando maconha, mas também fazendo explicitamente apologia ao uso de drogas e ao crime. Em rápida pesquisa, o Hojemais analisou que alguns grupos no Facebook que reúne usuários de drogas e simpatizantes chegam a mais de 500 mil seguidores.
Número tão expressivos ultrapassam a quantidade de seguidores de empresas mundialmente conhecidas e que investem bilhões na divulgação de suas marcas, produtos e serviços nas redes sociais.
Em 2014, um rapaz de 25 anos, morador de Campo Grande utilizou as redes sociais para fazer apologia ao crime, uso e tráfico de drogas. Renan da Rocha Greff foi preso e indiciado. Para este crime a lei prevê pena de detenção que varia de três a seis meses.
O artigo 286 do Código Penal também prevê que “incitar, publicamente, a prática de crime” é passível de pena de detenção de três a seis meses, ou multa. A mesma pena pode ser aplicada para quem se enquadrar no artigo 287 que se refere a “fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime.