A julgar pelos pré-candidatos que tem brotado em Três Lagoas e a menos que surja algum fato novo, tudo indica que o ciclo de mulheres no comando da prefeitura do município esteja com os meses contados. Isto, apesar de o eleitorado feminino ser superior ao masculino. São 38.656 mulheres votantes, contra 35.091 homens.
Eleita em 2004, Simone Tebet, hoje senadora, foi a primeira prefeita da história de Três Lagoas. Foi reeleita e passou o bastão para sua vice Márcia Moura, para que pudesse assumir o cargo de vice-governadora. Márcia venceu as eleições em 2012 e já não pode mais concorrer ao cargo. Num passado não muito remoto, a vereadora Bel do PT já havia tentado o cargo, mas passou longe.
No tocante ao pleito que se avizinha, entre os nomes que tem surgido como potenciais candidatos majoritários, o único feminino que, volta e meia, é mencionado é o da vereadora Marisa Rocha (PSB), sempre, porém, como possível vice. E nas próximas eleições ela deverá mesmo é brigar pela reeleição, já que Gilmar Tosta teria se tornado um socialista com a finalidade de disputar a prefeitura.
As outras vereadoras também estariam descartadas. A peemedebista Vera Helena deve ir para o PSDB, que já tem como candidato majoritário o deputado estadual Ângelo Guerreiro, enquanto que Sirlene da Saúde (Pros), que está em seu primeiro mandato, segundo os críticos, terá de suar muito para viabilizar sua reeleição. Na Câmara, então, não sobra ninguém e fora dela os nomes são escassos. Cristiane Lopes, presidente do PT, até já foi incluída entre os prefeitáveis, mas sabe-se que ela quer mesmo é ser vereadora e que a vaga de candidato a prefeito no partido é do vereador Idevaldo Claudino.
É certo que não se pode descartar a possibilidade de algum partido nanico se aventurar com uma candidatura majoritária. Nada, porém, com a musculatura necessária par se alterar o quadro político que já se desenha.
PERCENTUAL FEMININO
E olha que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem feito de tudo para garantir espaço às mulheres na política. Prova disto, é que os partidos e coligações que não obedeceram à legislação eleitoral quanto à proporção mínima de mulheres que disputarão o pleito nas eleições proporcionais precisarão se adaptar, adicionando candidatas ou cortando candidatos.
Os partidos e coligações que não respeitaram o percentual mínimo de 30% de mulheres entre seus candidatos às câmaras e assembleias serão intimados pelos tribunais regionais eleitorais a regularizarem a situação.
Há duas opções para quem não atingiu a meta: registrar mais mulheres ou cortar homens.