No campo político, além do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o ano foi marcado pelas prisões de políticos, empresários donos de empreiteiras e pessoa influentes na sociedade. O Hojemais quis saber da população se esta crise política influenciará de alguma maneira nas eleições domésticas de 2016 e se será suficiente para ensinar o povo a votar.
Entre os entrevistados, a maioria concorda que as eleições sofrerão influencia da Lava Jato, mas nem todos os entrevistados acreditam que o eleitor aprenderá a votar corretamente, mas que continuará depositando o seu voto em troca de algum tipo de favor. É o que avaliou, por exemplo, Letícia Rezende, para quem o povo é muito manobrado pela mídia e que a mídia corrompe a opinião pública. "Vemos muitos que apoiam a corrupção para derrubar o partido que não gosta, há uma anticorrupção seletiva, então creio que o eleitor continuará elegendo corruptos de acordo como convém para ele”, pondera.
“Eu tenho acompanhado o cenário político esse ano. E algumas coisas me deram esperança de melhora e outras me deixaram profundamente decepcionada”, disse Jackeline Valentim. Para ela, as prisões da Lava Jato são um suspiro de justiça. “Mas não se pode se contentar apenas com isso, pois ainda tem muita gente suja que tem que pagar pelos seus crimes, mas que infelizmente gozam impunes, e o que é pior: roubando mais”, emendou, completando que sua decepção política foi a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT).
Sobre a forma de o eleitor votar, ela acredita que os que tiverem acesso à informação, vão votar conscientemente. “Uma pena que para “outros eleitores o que vale mesmo é a troca de favores e compra de votos”, lamenta. “Não só troca de favores e compra de votos, mas muitos são ludibriados com ‘boas ações’ que os políticos promovem nessa época, propositadamente como, por exemplo: oferecer algum benefício pra uma comunidade, se passando por benfeitor. As pessoas podem confundir esse tipo de manobra suja com bom caráter”, finaliza
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Na opinião de Yuri Spazzapan algumas estruturas partidárias perdem força sim. “Em Mato Groso do Sul, por exemplo, tinha o Senador Delcidio como liderança do PT no estado e com a prisão dele manchou muito a sigla no estado afetando o partido”, avalia. Sobre o voto do eleitor, disse acreditar que deve haver uma mudança e que ele estará disposto a colocar lideranças novas no lugar de quem está no poder há anos.
“Moralizar de que jeito? Se a presidente manda naqueles pilantras do STJ [Superior Tribunal de Justiça], pois oque adianta o Moro [juiz Sérgio Moro] prender se eles mandam arquivar”, revolta-se Carlos Souza ao ser questionado se a Lava Jato moralizará a política. “Mas eu acho que o povo vai fazer muitas mudanças, principalmente no PT que vai ser enterrado vivo e o PMDB também; que Deus tenha piedade do povo”, pondera.
Souza acredita que os políticos vão sentir a mudança na forma de o eleitor votar. “O povo dessa vez vai acordar e parar de acreditar em conversa fiada, porque o povo está passando fome e a Saúde está uma m...., tudo por causa desses maus políticos, principalmente as raposas velhas que existe no congresso, que vão ter o troco; podem esperar!”, alerta.
O médico Dirceu Garcia também acredita em mudanças na política e, principalmente, na hora do eleitor votar.
Bem menos otimista, Jonílvia Coimbra disse não acreditar que a Lava Jato possa mudar o pleito de 2016. “Temos que politizar a população, pois todos esquecem fácil em ano político, onde o povo é que se torna mais corrupto que os próprios políticos e pensa somente em tirar proveito e não calcula o mal que faz a si próprio”.
Para Pinduca, os políticos e partidos envolvidos irão desgastados para o pleito que o eleitor vai pensar mais no candidato que vai escolher. “Mas inibir os candidatos, não vai não”.