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Procuradoria denuncia Vander ao STF por lavagem de dinheiro e corrupção

PGR pede a perda de mandato do deputado petista, que teria recebido propina

Conjuntura Online
18/12/15 às 22h59
(Reprodução)

A PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou mais uma denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) referente às investigações da Operação Lava Jato, desta vez contra o deputado Vander Loubet (PT-MS).

Loubet é acusado de formar organização criminosa relacionada à BR Distribuidora, lavagem de dinheiro e de corrupção passiva no valor de R$ 1 milhão entre 2012 e 2014, junto a outras quatro pessoas: o ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos, ligado ao senador Fernando Collor (PTB-AL), Ademar Chagas da Cruz, Fabiane Karina Miranda e Roseli da Cruz Loubet.

A denúncia pede a perda de mandato para o deputado petista e a perda de função pública para os condenados detentores de cargo público. Dentre os fatos da investigação está o de que a Polícia Federal detectou que ele fez viagens no mesmo avião, para o mesmo destino, com o lobista Jorge Luz, suspeito de pagar propina referente a contratos da Petrobras.

Em outro ponto, o doleiro Alberto Youssef contou em sua delação premiada que a pedido do empresário e ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-chefe da área de inteligência do Palácio do Planalto no governo Fernando Collor (1990-1992), fez entregas de dinheiro a um "emissário" do deputado Vander Loubet, o advogado de Campo Grande (MS) Ademar Chagas da Cruz. O dinheiro foi entregue entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, segundo Youssef.

A íntegra da denúncia contra Loubet está sob sigilo. Ele era investigado junto ao ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP), também suspeito de ter recebido propina. Vaccarezza, no entanto, não foi incluído nesta denúncia.

Este é o sexto parlamentar com mandato denunciado pela PGR ao Supremo, no âmbito da Lava Jato. Também já foram denunciados o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o senador Fernando Collor (PTB-AL), o deputado Arthur Lira (PP-AL) junto ao seu pai Benedito de Lira (PP-AL) e o deputado Nelson Meurer (PP-PR).

No final do ano passado, quando surgiram as primeiras informações de que Loubet era citado nos inquéritos da Lava Jato, a assessoria do parlamentar afirmou, em nota, que Loubet manifestava "estranheza acerca da notícia" e que se colocava "à disposição da Justiça para que os fatos sejam esclarecidos com a maior brevidade possível".

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