Na manhã desta segunda-feira (14) foi realizada na Prefeitura, reunião entre a prefeita Márcia Moura (PMDB), o vereador Jorge Martinho (PSD) e o deputado estadual Angelo Guerreiro (PSDB), além dos secretários de Desenvolvimento Econômico e de Finanças, respectivamente, André Milton e Fernando Pereira. A reunião teve a finalidade de discutir uma proposta do pessedista que pode resultar em obras de infraestrutura para o município de Três Lagoas, como serviço de esgoto, de drenagem, de pavimentação e recapeamento, entre outras.
A sugestão é que, em vez de isenção total, a concessão seja de apenas 50% de ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) para as indústrias interessadas em se instalar no município, e que a outra metade seja revertida em obras de infraestrutura para o município.
Ele disse que a prefeita e os secretários aprovaram a sugestão e ficaram de viabilizar a forma legal de colocá-la em prática. Em relação ao deputado, o vereador disse que ele acatou de pronto a ideia e que por isso fez questão de estar presente à reunião.
Antes da reunião desta manhã, Martinho se encontrou com técnicos da Sanesul em Campo Grande, para sondar sobre a viabilidade de sua iniciativa, os quais também acenaram de forma positiva.
Com base no que a Prefeitura deixou de arrecadar com o Consórcio UFN-III por conta das obras da fábrica de fertilizantes da Petrobras, Martinho prevê que a cidade poderá receber, no mínimo, R$ 250 milhões em obras apenas com a ampliação da Fibria e da Eldorado.
As vantagens da proposta do vereador é que além das obras de infraestrutura de que tanto a cidade necessita, haverá também a contratação de mão de obra. Isto, sem contar que as obras sairão com muito mais agilidade, uma vez que não existe a burocracia comum aos órgãos públicos, como o processo licitatório. Para as empresas, é importante porque não irão desembolsar os recursos para os cofres do município. “Além disso, elas possuem o Know-how para fazer estas obras, não corre o risco de abandonar pela metade e devem ter interesse em deixar uma marca na cidade por meio de uma obra emblemática”, diz, explicando que a ideia e fazer com que o dinheiro fique na cidade.
Durante a reunião, a prefeita explicou que a proposta não cabe para as empresas que já solicitaram a isenção, como a maioria das que atuam na ampliação da Fibria. Mesmo assim o vereador considera a mudança importante porque beneficiarão o município por conta de futuros empreendimentos. Ele lembrou ainda, que a Fibria e Eldorado já tem isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por 25 anos.