O ponto alto da sessão da Câmara de terça-feira (19) foi às trocas de farpas entre os vereadores Beto Araújo (PSD) e Gilmar Tosta (PT). O petista reagiu às acusações do primeiro ao seu partido, a quem acusou de ir à tribuna apenas para falar baboseiras e jogar palavras ao vento. “Quando vai falar, tem que ter conhecimento, se não tem que ficar quieto, isso aqui tem consequências”, orientou Tosta.
“CUIDA DE SUA VIDA”
Como teve aparte negado, Beto Araújo foi para a réplica na tribuna, acusando o colega de mentiroso, pois, no início de seu mandato, teria ido a uma emissora de rádio dizer que antes de tomar alguma decisão ele consultava o petista. “Cuida da sua vida parlamentar, que eu cuido da minha”, esbravejou.
IRONIA E ALFINETADA
Gilmar, por sua vez, disse não se lembrar de que tenha ocorrido isto, mas aproveitou para ironizar: “Se estivesse sendo orientado por mim, estaria bem melhor, não teria tomado um rumo tão desastroso”. Isto, depois de reiterar que Beto não fala nada que se aproveita. “Só fala que cachorro foi atropelado”, alfinetou.
RACISMO
E a denúncia de racismo envolvendo duas funcionárias de um supermercado, além de gerar revolta nas redes sociais, acabou resultando em prejuízos para o empresário preconceituoso, que é dono de um restaurante. Sentindo-se ofendida, a jornalista afrodescendente Elisângela Ramos, que almoçava lá constantemente, por exemplo, disse que agora é uma ex-cliente do estabelecimento.
NÃO SOU LADRÃO!
Ao fazer compra no referido supermercado, o empresário teria dito às duas jovens (caixa e empacotadeira) que "lugar de preto é limpando chão" e que "baiana tem que apanhar de berimbau". Os xingamentos teriam sido disparados após a funcionária consultar o cheque que o empresário utilizou para o pagamento. Dizendo não ser ladrão, ele pegou o cheque de volta, optando por pagar em espécie.