A principal matéria-prima da bobina jumbo é a celulose de fibra curta. Em janeiro de 2026, grandes produtoras globais anunciaram novos reajustes:
Com isso, os preços internacionais da celulose passaram a girar em torno de US$ 1.280 por tonelada na Europa e entre US$ 575 e US$ 590 por tonelada na China. Esse cenário pressionou os fabricantes de bobinas no Brasil a tentar repassar parte do aumento.
Embora o reajuste seja pequeno, ele é relevante por representar o primeiro aumento em cerca de dez meses. Desde o fim de 2025, as indústrias já tentavam reajustar os valores, mas muitos clientes haviam fechado contratos com preços fixos, o que atrasou o repasse.
Mesmo com a alta da celulose, o mercado interno segue desafiador:
A recuperação dos preços das bobinas jumbo em 2026 depende principalmente de dois fatores, o comportamento do preço da celulose no mercado global e a capacidade de consumo das famílias, especialmente dos produtos de higiene e papel tissue.
O consumo de papel higiênico e papéis sanitários tende a ser mais estável, o que dá algum fôlego ao setor. No entanto, a indústria ainda enfrenta o desafio de equilibrar custos mais altos com a necessidade de manter preços acessíveis no mercado final.
A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.