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Preço da bobina jumbo começa a reagir em 2026 com alta da celulose

A principal matéria-prima da bobina jumbo é a celulose de fibra curta. Em janeiro de 2026, grandes produtoras globais anunciaram novos reajustes.

Da Redação - Vale Celulose
12/02/26 às 15h28
Após meses de estabilidade e pressão nos custos, o mercado brasileiro de bobinas jumbo, insumo usado na produção de papel higiênico, toalhas e guardanapos, começou a mostrar sinais de recuperação de preços em 2026. O movimento é reflexo direto da alta da celulose no mercado internacional, que elevou os custos das indústrias de papel.
Alta da celulose puxa reação no preço das bobinas

A principal matéria-prima da bobina jumbo é a celulose de fibra curta. Em janeiro de 2026, grandes produtoras globais anunciaram novos reajustes:

  • Suzano:  aumentos de US$ 30 por tonelada para Europa e Américas e US$ 10 por tonelada para a Ásia, a partir de fevereiro.
  • Asia Pulp and Paper (APP):  reajuste de US$ 50 por tonelada, citando custos mais altos e demanda firme.

Com isso, os preços internacionais da celulose passaram a girar em torno de US$ 1.280 por tonelada na Europa e entre US$ 575 e US$ 590 por tonelada na China. Esse cenário pressionou os fabricantes de bobinas no Brasil a tentar repassar parte do aumento.

Foto criada por IA. (Imagem: Reprodução Tissue Online)
Primeiro aumento no Brasil após 10 meses
De acordo com levantamento da Fastmarkets, os preços das bobinas jumbo 100% fibra virgem no Brasil tiveram alta média de 0,4% em fevereiro de 2026, sendo negociados entre R$ 6.400 e R$ 6.850 por tonelada.

Embora o reajuste seja pequeno, ele é relevante por representar o primeiro aumento em cerca de dez meses. Desde o fim de 2025, as indústrias já tentavam reajustar os valores, mas muitos clientes haviam fechado contratos com preços fixos, o que atrasou o repasse.

Mesmo com a alta da celulose, o mercado interno segue desafiador:

  • Convertedores resistem a reajustes, alegando dificuldade de repassar aumentos ao varejo e ao consumidor final.
  • Empresas grandes e integradas (que produzem a própria celulose) conseguem praticar preços mais competitivos.
  • Fabricantes menores sofrem mais, com margens apertadas e maior instabilidade, já que compradores trocam de fornecedores em busca de custos menores.
  • Esse cenário mantém o mercado de bobinas jumbo bastante competitivo e volátil.
O que esperar para os próximos meses?

A recuperação dos preços das bobinas jumbo em 2026 depende principalmente de dois fatores, o comportamento do preço da celulose no mercado global e a capacidade de consumo das famílias, especialmente dos produtos de higiene e papel tissue.

O consumo de papel higiênico e papéis sanitários tende a ser mais estável, o que dá algum fôlego ao setor. No entanto, a indústria ainda enfrenta o desafio de equilibrar custos mais altos com a necessidade de manter preços acessíveis no mercado final.

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A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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