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Rota Bioceânica deve reduzir custos de frete e fortalecer exportações de MS

Saiba mais como esse Corredor internacional pelo Pacífico encurta distância até a Ásia e amplia competitividade logística do Centro-Oeste.

Redação - Hojemais - Três Lagoas 
03/03/26 às 13h30
(Foto: Mapa oficial da Rota Bioceânica)

Rota Bioceânica  avança para se consolidar como um novo eixo estratégico de  logística internacional  para o Brasil. Com a fase final da ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), o corredor promete  redução de custos de frete  , encurtamento do tempo de transporte e fortalecimento das  exportações de Mato Grosso do Sul  , especialmente nos setores de  celulose  , grãos e proteína animal.

A ponte internacional, com 1.294 metros de extensão, integra o Corredor Rodoviário de Capricórnio e conectará o Centro-Oeste brasileiro aos  portos do Chile no Oceano Pacífico  , criando uma alternativa ao escoamento tradicional via portos do Sudeste e Sul do país.

Redução de distância e tempo de transporte

Atualmente, grande parte das cargas destinadas à Ásia sai por portos como Santos e Paranaguá, cruzando o Oceano Atlântico antes de acessar o Canal do Panamá ou contornar o continente africano.

Com a  Rota Bioceânica  , o trajeto terrestre seguirá por Paraguai e Argentina até alcançar portos chilenos no Pacífico. Estudos logísticos divulgados por especialistas indicam que:

·          A distância marítima até mercados asiáticos pode ser reduzida em até 7 mil a 10 mil quilômetros, dependendo do destino.

·          O tempo de trânsito pode cair entre 10 e 15 dias em rotas com destino à China e outros países da Ásia.

·          A diminuição do tempo impacta diretamente custos com armazenagem, seguro e capital imobilizado.

A expectativa é que a nova rota aumente a  competitividade das exportações brasileiras  , principalmente para produtos de grande volume, nos quais o frete representa parcela significativa do custo final.

Impacto direto para o setor de celulose

Mato Grosso do Sul é um dos principais polos nacionais de produção de  celulose  . O setor tem forte vocação exportadora e depende de eficiência logística para manter margens competitivas no mercado internacional.

A consolidação da Rota Bioceânica posiciona o Estado como ponto estratégico de integração continental, reduzindo a dependência exclusiva dos portos do Sudeste e ampliando alternativas de escoamento para a Ásia.

Analistas do setor logístico apontam que a diversificação de rotas reduz riscos operacionais, melhora previsibilidade e pode gerar ganhos estruturais no médio e longo prazo.

(Foto: Jaime Verruck da SEMADESC)

Governo projeta ganho estrutural de competitividad e

O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, tem destacado publicamente que a Rota Bioceânica representa uma mudança no posicionamento estratégico de Mato Grosso do Sul no comércio exterior.

Segundo o governo estadual, o Estado deixa de ocupar posição periférica na logística nacional e passa a integrar um corredor internacional de integração sul-americana. A expectativa é de:

·           Maior previsibilidade logística

·           Redução no tempo de transporte

·           Atração de novos investimentos industriais

·           Consolidação de Mato Grosso do Sul como hub exportador

O governo também ressalta que a eficiência da rota dependerá da integração aduaneira entre os países envolvidos e da capacidade operacional dos portos no Chile.

Desafios e próximos passos

Especialistas alertam que, além da infraestrutura física, o sucesso pleno da Rota Bioceânica exigirá:

·           Harmonização tributária e aduaneira

·           Infraestrutura rodoviária adequada nos países parceiros

·           Eficiência portuária no Pacífico

·           Segurança jurídica e previsibilidade regulatória

Com a conclusão da ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, a expectativa é que o corredor consolide um novo ciclo de desenvolvimento logístico e industrial para Mato Grosso do Sul, ampliando a competitividade das exportações brasileiras no mercado asiático.

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A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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