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Temporal atinge cidade do Vale da Celulose e provoca decreto de emergência

Santa Rita do Pardo enfrenta prejuízos após vendaval que destelhou casas, derrubou árvores e interrompeu serviços essenciais; situação de emergência terá duração de 180 dias.

Portal Vale Celulose - Redação - Hojemais - Três Lagoas 
03/11/26 às 09h22

O município de Santa Rita do Pardo, localizado na região do Vale da Celulose, em Mato Grosso do Sul, decretou situação de emergência por 180 dias após ser atingido por um forte temporal na madrugada de segunda-feira (2).

O vendaval provocou danos em residências, estruturas públicas e propriedades rurais, além de interromper o fornecimento de energia elétrica e os serviços de telefonia e internet.

Segundo informações da administração municipal, os ventos intensos atingiram a cidade por volta das 4h e duraram aproximadamente dez minutos. Apesar da curta duração, a tempestade deixou um cenário de destruição em diferentes pontos das áreas urbana e rural.

O prefeito Lúcio Costa assinou o decreto de emergência para acelerar o atendimento às famílias prejudicadas e permitir a mobilização dos órgãos municipais na recuperação dos danos.

Vendaval derruba árvores e danifica residências

Entre os principais estragos registrados estão casas destelhadas, árvores arrancadas, estruturas destruídas e interrupções na rede elétrica.

A força dos ventos derrubou aproximadamente oito eucaliptos, bloqueando o acesso ao Cemitério Municipal durante o feriado de Finados. Também houve rompimento de fios elétricos na Avenida Júlio César Paulino Maia e na Rua Laurentino.

Um abrigo de ponto de ônibus foi destruído e árvores caíram sobre veículos. Na zona rural, o temporal em Santa Rita do Pardo comprometeu varandas, abrigos de animais e outras instalações utilizadas nas propriedades.

O bairro Santa Luzia foi apontado pelo prefeito como uma das localidades mais atingidas.

Prefeitura decreta situação de emergência por 180 dias

Com a publicação do decreto de situação de emergência, a Prefeitura de Santa Rita do Pardo poderá adotar medidas excepcionais para acelerar a recuperação das áreas afetadas.

A administração municipal está autorizada a mobilizar equipes, remover árvores e entulhos, desobstruir vias e prestar assistência às famílias atingidas.

O decreto também permite contratações emergenciais sem licitação, dentro das condições previstas na legislação, além da abertura de créditos extraordinários para despesas urgentes relacionadas ao desastre.

A ocorrência foi classificada como desastre de nível 1, de pequena intensidade, e a situação de emergência se aplica às áreas comprovadamente afetadas.

Até a divulgação das informações, não havia um levantamento consolidado do número de famílias atingidas nem do valor total dos prejuízos.

Famílias atingidas pelo temporal devem procurar assistência social

Os moradores que sofreram danos em suas residências ou propriedades podem procurar, a partir desta terça-feira (3), o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município.

A orientação é comunicar os prejuízos para que as equipes municipais realizem o levantamento das necessidades e avaliem as medidas de assistência.

O decreto também autoriza a mobilização de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação para auxiliar a população atingida.

Mau tempo preocupa municípios do Vale da Celulose

O episódio em Santa Rita do Pardo reforça a importância da preparação dos municípios do Vale da Celulose para eventos climáticos extremos, especialmente em uma região marcada pela expansão das atividades florestais, industriais e logísticas.

Além dos impactos sobre as famílias, tempestades e vendavais em Mato Grosso do Sul representam riscos para estradas rurais, redes de energia, transporte de cargas e estruturas utilizadas nas atividades agroindustriais.

A região de Três Lagoas também registrou chuva intensa, rajadas de vento e granizo em outubro, durante um período de instabilidade atmosférica que atingiu diferentes municípios sul-mato-grossenses.

Em Santa Rita do Pardo, a prioridade neste momento é restabelecer os serviços essenciais, recuperar as estruturas danificadas e garantir atendimento às famílias prejudicadas pelo temporal.

A ocorrência chama a atenção para a necessidade de investimentos em infraestrutura, prevenção de desastres naturais e segurança climática, fatores cada vez mais relevantes para o desenvolvimento sustentável do Vale da Celulose, um dos principais polos de produção florestal e industrial do Brasil.

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A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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