No dia 15 junho, Três Lagoas completa seus 108 anos de emancipação política. A pujança do município, entretanto, remonta a períodos mais longínquos. Da Marcha para o Oeste, até a chegada da ferrovia, e o reconhecimento de Três Lagoas como cidade, o planejamento deixa evidente o potencial deste território.
Segundo Rodrigo Fernandes, diretor de Turismo e estudioso de história, o território onde hoje se encontra Três Lagoas, já se vem sendo ocupado a pelo menos 5 mil anos, por povos indígenas guaranis, ou seja, sempre houve aqui o elemento humano. Por isso, o confronto entre as comunidades que depois tentarão ocupar a área, e os nativos, será tão intenso.
Ainda assim, a Marcha para o Oeste acontece, levando, ainda depois dos bandeirantes, pessoas que desmatavam e ocupavam as regiões consideradas “vazias”. Estes seguiam um ideal de modernização, seguido pela ferrovia. Serão os trilhos que transformarão a realidade de Três Lagoas.
Segundo Fernandes, Três Lagoas foi uma cidade projetada, inicialmente pela Companhia Machado de Melo. A intenção era transformar a Noroeste do Brasil em uma transoceânica, necessitando de um polo entre Bauru e Campo Grande. Foi com base nisso que Três Lagoas foi projetada para ser um polo regional, anexando as fronteiras do território.
Nesse sentido, foram selecionados 3700 hequitares de terra para fazer o polo urbanístico. Nesse processo, Rodrigo Fernandes destaca a construção da ponte, a fundação de diversos pontos turísticos e, em especial, o destaque político do estado. Por fim, em 1913, Três Lagoas é reconhecida como distrito, sendo, em 1915, emancipada e classificada como município.
O resultado é uma cidade pujante, que sempre abrigou pessoas de todos os lugares do mundo. Esta, segundo Rodrigo Fernandes, deve ser valorizada, pois, em seus 108 anos, é uma cidade maravilhosa.
