No dia 17 de maio, comemora-se o Dia Internacional Contra a LGBTQIA+fobia. A data, entretanto, ainda convida para a reflexão sobre diversas lutas da atualidade. Para falar sobre como o preconceito tem sido combatido em Três Lagoas, o Hojemais recebeu os professores, Edimilson Cardoso da Cruz, Presidente do Conselho da Diversidade Sexual – LGBT+ de Três Lagoas, e Val Fontoura.
Segundo Edimilson, foram várias as ações necessárias para que o dia 17 de maio se tornasse uma data internacionalmente lembrada. Isso porque, neste dia, em 1970, a ONU deixou de considerar a homossexualidade como uma doença. Passo importante para o combate ao preconceito, que, entretanto, deve ser somado a muitas outras ações.
Edimilson lembra que o preconceito decorre da falta de conhecimento, e por isso diversas ações têm sido promovidas em Três Lagoas, a fim de levar esse saber adiante. Movimentos como oficinas nas penitenciarias, na pasta da saúde, ou mesmo com a segurança pública, são de extrema relevância no combate a violência e preconceito.
Isso porque o Brasil, segundo Val Fontoura, é o país que mais mata travestis e transexuais em todo o mundo. Segundo o entrevistado, o preconceito começa na escola, e evolui até o assassinato. Muitas vezes, o preconceito se disfarçar como brincadeira, opinião ou dogma religioso, mas na realidade revela uma violência e caracteriza crime.
Segundo Fontura, o único caminho para combater o preconceito é exigir o respeito para a população LGBTQIA+, e educar a sociedade, processo que, segundo Edimilson trata-se de uma construção diária.
