O caso do morador de rua que veio a óbito nesta última semana, em Três Lagoas, com suspeita de hipotermia, chocou o município. A vítima, Gilmar Martins Santos, de 44 anos, foi registrada pela assistência social como morador de rua ainda neste ano, entretanto, recusou a ajuda do poder público.
Gilmar foi encontrado morto na área em que costumava transitar: a área circular da praça Ramez Tebet. Em tal localidade, costumam haver, conforme os registros da Assistência Social, 10 a 15 pessoas em condições de rua.
Segundo Ademir Souza, assistente social de Três Lagoas, durante a busca social, realizada no período matutino e vespertino, e algumas vezes no mês durante a noite, Gilmar demonstrava recusa imediata a assistência. A ação é comum, afinal, segundo o entrevistado, 80% dos moradores de rua, recusam o serviço.
Para Solange, a recusa é fomentada pela ajuda que a sociedade civil fornece diretamente as pessoas em tais condições. Segundo ela, com as esmolas, comida, e outros tipos de auxilio, tais pessoas acabam considerando ter tudo o que precisam na rua, retardando sua procura pelos programas que realmente buscam reabilita-las.
Exemplo desses é o Centro POP (Centro de Referência Especializado para a população em situação de rua), órgão que oferece um trabalho psicossocial com essa população. Segundo Ademir, quando o indivíduo não possui documentação, eles mesmos lhe encaminham a delegacia. Além disso também fornecem alimentação, higiene, e eventos comemorativos, como festa junina, aniversariantes do mês, festas de final de ano, entre outros.
Por isso, o incentivo da Assistência Social é para que as pessoas realizem suas doações na instituição, e não diretamente aos moradores de rua. Se o desejo é realmente reabilita-los, o ideal é, ao encontrar alguma pessoa em condição de rua, ligar para o Serviço Especializado de Abordagem social, pelos números, 3929-1566 / 67 99209-0744.
