Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada oito pessoas vive com algum tipo de transtorno mental em todo o mundo, sendo que quase 59,9% dos casos são de ansiedade (31%) e depressão (28,9%). O dado alarmante ressalta a importância da campanha internacional contra o suicídio, o Setembro Amarelo, divulgada em todo o Brasil.
Em uma última pesquisa, realizada em 2019, o Brasil registrou quase 14 mil casos de suicídio por ano, ou seja, uma média de 38 pessoas que se suicidam por dia. Assim, a prevenção é de extrema importância, auxiliando pessoas que sofrem de algum transtorno com tendência ao suicídio a procurarem ajuda, especialmente psicológica.
De acordo com a psicóloga Carla Marize Zaupa Zafalon, isso se aplica a pessoas de todas as idades, sendo alarmante o número de crianças e adolescentes que procuram seu consultório com ansiedade ou até mesmo idealizações suicidas. Para ela, “o que antes era um quadro adulto, hoje encontramos nas crianças e adolescentes também”. Tal situação é um alerta para que se procure ajuda psicológica, onde será trabalhado “a motivação, o sentido da vida para essa pessoa e técnicas para impedir que essa pessoa chegue a um ponto tão trágico”.
Apesar da especial atenção que deve ser dada ao público infantil, os adultos também necessitam de ajuda especializada, em especial as mulheres, que, segundo a profissional, enfrentam hoje uma tripla jornada, sendo estatisticamente mais afetadas do que os homens. Dessa forma, o público feminino é o mais atingido pela depressão, sendo que, uma das medidas de manutenção da saúde mental para elas é o trabalho com a “exaustão materna”.
Dessa maneira, apesar de mais abordado durante a campanha “Setembro Amarelo”, o assunto é relevante e tratado por profissionais da saúde durante todo o ano, sendo que, segundo Zafalon, o olhar e a atenção da família fazem toda a diferença para pessoas que sofrem tais transtornos: “Nós estamos sempre reforçando que depressão não é frescura, que é uma doença que precisa ser vista, precisa de atenção da família, de tratamento, acompanhamento com um bom profissional psicólogo. Precisamos falar sobre isso, precisamos falar sobre as nossas emoções”.
