Política

"Bolsonaro quer destruir o agricultor familiar", afirma Rodarte

Para o vereador andradinense Rodarte dos Anjos (PEN) o objetivo do presidnete Jair Messias Bolsonaro é o de destrir a Agricultura Familiar, atividade responsável por 70% do alimento que chega à mesa do brasileiro.

Andradina - Redação Hoje Mais Andradina
31/05/19 às 06h10
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Para o vereador andradinense Rodarte dos Anjos (PEN) o objetivo do presidnete Jair Messias Bolsonaro é o de destrir a Agricultura Familiar, atividade responsável por 70% do alimento que chega à mesa do brasileiro. 

"Mesmo que comprovada a grande importância da produção dos pequenos produtores rurais Bolsonaro o é insensível e está fazendo uma caça ás bruxas com  objetivo de demonizar que produz e poe alimento à mesa do brasileiro. Nem só de carne e cana vive o homem", diz o vereador.  

Com a nova suspensação determinada pelo presidente Bolsonaro, o BNDES suspendeu novamente o repasse de verbas para investimentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) estima em R$ 800 milhões o montante que deixará de ser repassado aos trabalhadores, sendo que projetos da ordem de R$ 350 milhões já haviam sido apresentados, apenas no Banco do Brasil, que representa metade desse tipo de financiamento. Além disso, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) deixou de repassar ao menos R$ 6 bilhões dos R$ 30 bilhões anunciados para a safra 2018/2019 da agricultura familiar.

Segundo rodarte, o dinheiro serviria para a compra de tratores e equipamentos, para construir espaços para animais, para acondicionar e transportar a produção. "Tudo que permitiria aos trabalhadores da agricultura familiar melhorarem a produção ano a ano está sendo negado", afirmou o vereador, lembrando que essa política vai atrasar os projetos de melhoria e os avanços na agricultura familiar que poderiam melhorar e aumentar a produção para a próxima safra,

Leite

Um verdadeiro crime também foi cometido aos proutores de leite, de todas as escalas, no país. A "noiva do baile" do governo Bolsonaro, o Ministro Paulo Guedes determinou o fim da taxação sobre o leite importado da União Europeia e Nova Zelândia.

Os agricultores estrangeiros exportam leite a um preço inferior ao praticado no Brasil com o intuito de conquistar mercados. Por isso, desde 2001 era imposta uma tarifa – chamada antidumping – para evitar que o preço externo fosse mais barato que o do leite produzido no Brasil. 

Segundo dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017/ IBGE, há no Brasil 1.171.190 estabelecimentos que produzem leite, sendo a maioria de pequenos produtores. E foi justamente a agricultura familiar uma das prioridades do governo Lula.  O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado pelo ex-presidente, combateu a fome no país por meio do fortalecimento da agricultura familiar.

"Existe um verdadeiro desmonte da política de incentivo aos produtores de leite.  O primeiro a anunciar uma verdadeira guerra aos pequenos produtores foi Michel Temer que dobrou o juros de empréstimos para a agricultura familiar. Agora, Bolsonaro deu um golpe mais agressivo aos produtores da agricultura familiar, que atualmente são os maiores responsáveis pela produção de leite no Brasil", afirmou Rodarte.

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Fique sabendo

Pouco mais de 90% das 570 milhões de propriedades agrícolas mundiais são geridas por famílias, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Essas propriedades são responsáveis por 75% de todos os recursos agrícolas globais. Isso representa 80% dos alimentos no mundo inteiro e também significa que as estratégias de desenvolvimento sustentável ambiental, social e econômico passam, necessariamente, por este setor produtivo.

Para a ONU, a agricultura familiar é um passaporte para erradicar a fome mundial e alcançar a segurança alimentar sustentável. Em 2014, no lançamento do relatório Estado da Alimentação e Agricultura, o então secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, reforçou a importância dos agricultores familiares para o desenvolvimento sustentável. “Eles gerenciam a grande maioria das propriedades agrícolas do mundo. Eles preservam recursos naturais e a agrobiodiversidade. Eles são o pilar dos sistemas de agricultura e de alimentação inclusivos e sustentáveis”, disse.

No Brasil, não é diferente. De cada dez alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros, sete vêm de propriedades pequenas, cujas produções modestas são da responsabilidade direta das famílias que tocam a roça. É das mãos de pessoas como Maria de Lourdes Bispo e Zundi Murakami, agricultores da zona rural de São Paulo, que se produz parte significativa da comida consumida no país, caso da mandioca (87%), do feijão (70%), da carne suína (59%), do leite (58%), da carne de aves (50%), do milho (46%), entre outros – e pela lei brasileira, 30% de toda merenda escolar vêm da produção familiar.

O Brasil é elogiado pela FAO nesse quesito. No país, a agricultura familiar ocupa 84% das propriedades rurais, emprega cerca de 5 milhões de famílias e gera faturamento anual na casa dos US$ 55 bilhões. Em termos comparativos: a produção agrícola brasileira é a quinta mais forte do planeta, cujo resultado em 2017 foi de US$ 84,6 bilhões em faturamento. Se considerado apenas o que foi produzido de forma familiar, o país ocuparia a oitava posição, ainda à frente de nações como Rússia e Turquia.

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