Quatro vereadores foram a favor da prefeita Regina Mustafá e cinco votaram pela perda de seu mandato. Precisava de mais um voto para cassar a prefeita. O vereador Nivaldo Aparecido Ribeiro era a dúvida. Mas ele preferiu manter a prefeita no cargo.
Ela era acusada de superfaturar a obra de reforma da Praça Principal da cidade, com utilização da materiais de baixa qualidade em relação ao que foi descrito no memorial da licitação. Tem ainda pela frente a denúncia de que ela recebeu cestas básicas irregularmente como prefeita, inclusive durante período de afastamento da Prefeitura.
Na prática a tentativa dos vereadores em cassar a prefeita Regina, não passou de uma inutilidade política porque ela e o vice-prefeito Zé Antônio já foram cassados há quase um mês pela Justiça. Zé Antônio estava condenado quando registrou sua candidatura, e o Cartório Eleitoral foi omisso, gerando esse imbróglio político onde somente a população vira vítima de um governo que não tem futuro. O problema é que o documento que determina a perda dos seus mandatos, ainda não chegou até o Fórum de Mirandópolis. Culpa de uma burocracia inexplicável da Justiça Brasileira.
Na verdade, a população da cidade está indignada com a falta de atitude da Justiça. Como poderia ocorrer tanta demora em determinar a perda do mandato e novas eleições, numa época em que a informática torna tudo mais rápido e eficiente?
O que pode acontecer? A prefeita cassada corre o risco de enfrentar outro processo para perda de tempo e desnecessidade do trabalho legislativo que podia sim, estar voltado para outros assuntos de interesse do município. São várias denúncias que pesam sobre a Regina e que ainda devem ser avaliadas pela Câmara. Pelo jeito, serão quatro anos nessa lenga-lenga?
Vereadores contra a prefeita: Carlos Ortega, Luciano Bersani, Tiago Soares, Afonso Zulin e José Jairo Amorim. Vereadores a favor da prefeita: Nivaldo Aparecido, Yukio Abe, Almir Marini e Wellington de Brito.