Política

“O preto, homossexual... viado no popular... cresceu e não quis ser comandado”, dispara advogado

Com toque de irreverência, defensor do vereador Mário rouba a cena em declarações

Andradina - Hugo Leonardo
16/04/19 às 20h11
O defensor do vereador MHC, advogado Gustavo Corazza (Cleber Carvalho - Hoje Mais)

O defensor do vereador Mário Henrique Cardoso, o advogado Gustavo Corazza roubou a cena algumas vezes durante a sessão que votou o relatório da Comissão Processante que culminou na cassação do vereador por 13 votos a 1 na tarde desta terça-feira (16) em Andradina.

Indo pela tese de que seu cliente foi absolvido ou não foi condenado por falta de provas na justiça comum, Corazza afirmou que o vereador foi vítima de um organizado esquema político que visava destituí-lo do cargo para proveito de terceiros. O esquema a que se refere teria forçado a criação de evidências para prejudicar o vereador o que não foi conseguido, diferente do que aconteceu na Câmara.

“A decisão foi meramente política. Faltou ser levado em consideração a falta de provas. Em todas as acusações Mário tinha sido absolvido ou os processos extintos, mas como a votação no legislativa é meramente política meu cliente foi cassado. É tipo, eu sou do Palmeiras, estou do lado do Palmeiras e pronto. Não concordo com a cassação mas respeito a decisão”, afirmou.

Na tese de Corazza, Mário é vítima desde a eleição e sua candidatura serviria para angariar votos de protesto e eleger mais candidatos de seu partido, mas como foi o único eleito de seu partido foi perseguido quando não quis ceder a “dominação política”.

“Esse preto, homossexual... viado, no popular, cresceu como político e não quis ceder a dominação de quem quis controla-lo. Então ele passa a ser alvo de um esquema para derrubá-lo a todo custo”, afirmou Corazza na defesa oral.

Um dos pontos apontados pelo advogado para sustentar a tese foi o fato da cassação de Mário ter sido pedida na Câmara, mas nunca dentro de seu próprio partido, o PPS.

Em certos momentos, Corazza afirma a formulação de provas como as gravações, que considera ilegal. “Na acusação de assédio sexual, a gravação feita por uma das partes mostra que havia uma ligação. A suposta vítima falava calmamente `Mário, tira a mão daí`. Se fosse comigo, e alguém me tocasse de uma forma imprópria seria uma briga”, dispara.

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