O Brasil vive uma crise de segurança pública. É inegável. Além disso ataques e ameaças dentro de escolas públicas já não são apenas enredo de filme, ou tragédias costumeiramente vistas em países como os Estados Unidos da América.
Mesmo que a presença viva da violência seja uma constante nos noticiários, algumas ideias chegam a chocar e propor uma reflexão sobre o destino da sociedade brasileira ante a um terror antes enrustido.
Esta semana o vereador da Câmara municipal de Andradina propôs a designação de guarda e de detector de metal para a entrada de acesso da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Josepha de Jesus Carreira, localizada no bairro Benfica, e que se possível a medida fosse pensada para as outras unidades escolares da rede municipal.
Segundo Hernani, um incidente ocorrido na escola, localizada em um bairro acostumado a conviver com a violência, ascendeu o alerta vermelho para a segurança dos alunos.
“Uma criança adentrou essa escola portando uma faca, o que provocou enorme preocupação entre os pais de alunos, professores e moradores do bairro”, explicou o vereador.
A unidade escolar atende, atualmente, 394 alunos, em sua maioria moradores do próprio bairro. O Benfica tem um histórico de atos de violência que são ligados a uma guerra entre gangues que durou mais de uma década e fez quase uma dezena de vítimas.
“Os pais estão preocupados e querem providências para garantir a segurança de alunos e profissionais de educação não só naquela escola e não será diferente nas escolas de outros bairros dada a escalada da violência que saiu dos noticiários e é um risco real”, argumenta Hernani.
Para o vereador seria preciso a presença de uma guarda municipal e um detector de metal portátil na entrada e saída das escolas para prevenir outras ocorrências do tipo que aconteceu no Josepha.
O vereador justificou o pedido pelo conhecimento popular de que em alguns bairros da cidade, as desigualdades sociais tem agravado a sensação de insegurança que contamina as comunidades. “Ainda temos o problema da disseminação de drogas nos bairros e escolas. E motivos pelos quais cabe avaliar o nível de segurança de qualquer prédio da educação pública”, disse.