Ciência e Tecnologia

A vida humana multiplanetária já é uma realidade

"E não é brincadeira: a ideia é levar cerca de 1 milhão de pessoas para habitar o planeta vermelho em viagens periódicas"

Cássio Betine*
14/11/21 às 13h16

Neste último sábado (13) bati um papo com Henrique Campos, regional growth manager da constelação de satélites Starlink da SpaceX, um novo sistema de comunicação global de internet banda larga.

Essa tal constelação apareceu recentemente nos céus e assustou muita gente – são aqueles pontos luminosos enfileirados que puderam ser avistados da Terra em determinadas localidades à noite. E isso nada mais é que um grupo de satélites que estavam em órbita da Terra a uma distância de aproximadamente 500 km. Eles servirão prioritariamente para levar internet de alta qualidade para qualquer parte do globo. Hoje são três mil. O projeto todo prevê 40 mil deles flutuando sobre nossas cabeças.

Ao perguntar em que pé estão os projetos que visam levar o homem a Marte, Henrique disse que a empresa de Elon Musk vem trabalhando nisso há cerca de 20 anos e já estão em estágios avançadíssimos e que essa viagem, a princípio somente de ida (sem retorno), deve realmente acontecer nos próximos 20 anos. E não é brincadeira: a ideia é levar cerca de 1 milhão de pessoas para habitar o planeta vermelho em viagens periódicas. Há até um programa para cadastramento de voluntários – para quem tiver coragem, é só se cadastrar em Mars-On.

(Foto: news9live.com/Divulgação)

Bom, você deve se lembrar que alguns civis fizeram a primeira viagem ao espaço em setembro deste ano e ficaram lá por três dias. Antes, somente astronautas muito bem preparados ganhavam o espaço. Então, parece mesmo que estão trabalhando pesado nisso.

Henrique também comentou sobre a potência e tecnologia dessas aeronaves, que estão também muito avançadas. Atualmente, elas já decolam e pousam. Antes só decolavam, o que onerava muito o projeto como um todo. Agora, podem ser reutilizadas, reduzindo a janela de tempo de lançamento e minimizando consideravelmente os custos.

Na vila de Boca Chica, no Texas (EUA), já está sendo construída uma cidade inteira que possivelmente será a base dessas viagens. A StarBase terá toda infraestrutura necessária para a realização da operação, desde a preparação, lançamento e retorno. Imagine um baita aeroporto espacial.

Quanto ao tempo de viagem para Marte, segundo Henrique, é de 5 a 6 meses, mas isso pode mudar e ser mais rápido do que imaginamos devido aos avanços e conhecimento da dinâmica do próprio espaço. Olha Star Trek aí!

Outra coisa que vem por água abaixo (respeitando o trocadilho) é justamente sobre esse elemento vital para os seres humanos. Já é sabido que há água em Marte, só que em estado sólido (gelo) e é apensas uma questão de tecnologia para transformação em estado líquido, dizem os cientistas.

Tudo isso poderá acontecer dentro dos próximos 50 anos. Será que isso lhe parece ficção científica?

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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