Ciência e Tecnologia

Os avanços da criogenia

"Esse tipo de avanço significa muito para a comunidade científica, pois além de ser um desafio perseguido há tempos, pode realmente impactar de forma extraordinária (e assustadora) a toda humanidade "

Cássio Betine*
02/07/23 às 09h40
Imagem criada pela IA Canva, orientada pelo Cassio Betine.

Segundo a Wikipédia, criogenia é uma área do conhecimento científico e tecnológico cujas atividades são desenvolvidas em torno dos fenômenos que ocorrem em temperaturas muito baixas; assim como desenvolvimento de meios, processos e equipamentos para se atingir tais temperaturas usualmente inferiores a -150 °C. Mas, de forma bem simples aqui pra nós, é um processo em que se congela um organismo vivo para despertá-lo posteriormente, na crença de que voltará ao estado normal da mesma forma como antes, garantindo suas características originais.

Os humanos começaram a pesquisar essa tecnologia na década de 1960, com experimentos realizados utilizando animais. Em seguida, começaram a ser realizadas tentativas em humanos.

Atualmente, a criogenia continua em estágio experimental, mas existem alguns avanços consideráveis neste campo, pois os cientistas não pararam de investir em pesquisas. Inclusive, há empresas que oferecem o serviço de criopreservação de corpos humanos, com a esperança de que no futuro a tecnologia possa trazer de volta essas pessoas à vida. E acredite, há clientes para mantê-las funcionando.

As academias também não param, cientistas da Universidade de Minnesota, nos EUA, desenvolveram recentemente uma nova técnica de reaquecimento que aquece um órgão congelado de forma rápida e uniforme, de dentro para fora, permitindo, segundo eles, resultados promissores.

No estudo, os cientistas demonstraram que essa nova técnica funciona em testes com animais vivos. A equipe armazenou rins de ratos criogenicamente por 100 dias, reaqueceu-os, limpou os fluidos e as nanopartículas usadas para preservá-los e depois os transplantou para outros ratos.

Todos os receptores não apenas sobreviveram ao procedimento, mas também recuperaram a função renal completa em 30 dias. Ou seja, parece mesmo que conseguiram “ressuscitar” um organismo congelado. (fonte: https://newatlas.com/medical/organs-cryogenically-frozen-thawed-transplanted-first-time/ )

Esse tipo de avanço significa muito para a comunidade científica, pois além de ser um desafio perseguido há tempos, pode realmente impactar de forma extraordinária (e assustadora) a humanidade toda. Extrapolando um pouco sobre onde isso poderia chegar, basta imaginarmos a possibilidade de alguém “dormir” agora e acordar 50 ou 100 anos depois.

Isso tudo poderia gerar problemas éticos e legais e também levantar questões sobre desigualdades sociais e a validade de trazer de volta pessoas que foram criopreservadas em um mundo completamente diferente do que viveram. Porém, ainda não há garantias de que a tecnologia um dia permitirá que as pessoas sejam revividas com sucesso. Mas os estudos não param de evoluir.

 

Foto: Arquivo pessoal

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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