Aparentemente, tudo indica que a civilização pode estar próxima de atingir uma nova era em relação ao uso da sua capacidade mental. A ciência sempre afirmou que nós, humanos, utilizamos pouco da total potência dessa fantástica (e misteriosa) máquina orgânica que praticamente rege nosso “funcionamento”, o cérebro.
Ray Kurzweil, um ex-diretor do alto escalão do Google, é conhecido por suas previsões assertivas em relação ao avanço das tecnologias. Ele previu, por exemplo, o surgimento dos smartphones e suas diversas funcionalidades quando ainda nem sonhávamos com sua existência. Ele também havia previsto que uma inteligência de máquina poderia vencer o melhor jogador de xadrez do mundo - e venceu.
Agora, ele prevê que a inteligência artificial se igualará à inteligência humana logo aí em 2030. E a base que ele utiliza para isso é o avanço exponencial - ou seja, a evolução que dobra sobre o dobro, a cada inovação. E isso, leva tudo para um patamar espantosamente rápido.
E essa igualdade entre a inteligência artificial e a natural vai além do que nós, desconfiadamente, acreditamos: que ela jamais superará a capacidade do sentimento subjetivo (desejos, expectativas, frustrações, etc.). Mas Kurzweil acredita realmente que ela também atingirá esse nível.
E nós, a partir desse momento de nivelação, passaríamos naturalmente a estimular nosso cérebro a se ocupar de novas funções, em paralelo com as inteligências artificiais e não em conflito com elas. Ou seja, estaríamos evoluindo para um novo nível mental, o que nos daria uma outra visão e condição de vivência e de mundo.
Ele vai além. A evolução dessa inteligência artificial somada à biotecnologia, poderá nos levar a expectativas de vida mais longas (pense alto, muito alto, coisa de 300 anos de vida pra lá). Justamente em decorrência dos avanços curativos e regenerativos já existentes e em desenvolvimento constante.
Para muitas pessoas isso pode não fazer sentido algum, mas se observarmos a história das tecnologias e a própria evolução da expectativa de vida humana, sabemos que houve um progresso significativo. Sem precisar ir muito longe, há 150 anos atrás a idade média do homem era de apenas 38 anos. Hoje, já está em 72.
Portanto, considerando a velocidade da evolução tecnológica durante os últimos 150 anos e a velocidade exponencial atual, não é difícil pensar em resultados mais otimistas para a longevidade. A saber, atualmente cientistas já estão desenvolvendo vacinas para câncer, doenças vasculares e autoimunes, substituição de órgãos e até mesmo sangue de laboratório. E tudo isso com suporte de dispositivos sintéticos artificiais (vivos) que se integrarão ao organismo humano para garantir sua manutenção.
Devemos, acima de tudo, considerar os desdobramentos sociológicos e civilizatórios decorrentes dessa nova era, como por exemplo: como será a relação entre humanos e humanóides? Como será o comportamento humano se a longevidade for acima de 300 anos?
