As biotecnologias realmente estão avançando a passos largos. Recentemente cientistas americanos e ingleses conseguiram a façanha de produzir um embrião sem a necessidade de óvulos e espermatozóides, usando apenas células-tronco.
O processo ainda é experimental, mas tem sido explorado com alguns objetivos específicos que podem ajudar muito em várias áreas de estudo. Uma delas é na pesquisa sobre o desenvolvimento humano, onde a produção desses embriões sintéticos permitiriam entender melhor o desenvolvimento humano precoce, fornecendo informações sobre a formação dos órgãos, tecidos e sistemas orgânicos.
Também na identificação de tratamentos para doenças congênitas, contribuindo para identificar possíveis tratamentos que afetam a saúde de muitos recém-nascidos e até na produção de órgãos e tecidos humanos em laboratório, que podem ser usados em transplantes e curar muita gente.
É um negócio um tanto quanto assustador, mas a continuidade desse tipo de estudo é inevitável. O ser humano sempre procurou aprimorar seus potenciais físicos, sensoriais e cerebrais e não seria diferente sobre a possibilidade de ampliação de sua qualidade e longevidade de vida. Mas isso pode trazer consequências mentais de ordem existencial, literalmente.
Citando Augusto Cury, psiquiatra, professor e escritor brasileiro: há um grande desequilíbrio entre a evolução física do ser humano e a evolução mental. E é justamente esse momento que estamos vivendo agora. Ainda, segundo Cury, “nossa capacidade emocional não está preparada para uma evolução física”.
Voltando aos cientistas responsáveis pela produção desses embriões sintéticos, eles dizem que essa tecnologia não será utilizada para finalidades clínicas, ou seja, para reprodução humana. Mas isso é uma coisa que saberemos somente daqui alguns anos.
Apesar dessa tecnologia objetivar tantos benefícios para a saúde humana, traz também algumas preocupações éticas e morais, principalmente em relação ao seu uso na produção de embriões humanos, como dito anteriormente, ou para criação de embriões customizados, o que poderia promover resultados totalmente inimagináveis.
Agora, imagine só juntar essa biotecnologia com as tecnologias de próteses artificiais (cada vez mais sofisticadas e eficazes) e as inteligências artificiais de alta performance já existentes e em acelerada evolução? Qual seria o possível impacto na humanidade? Fica aqui para nossa reflexão.
