Segundo algumas tendências que podemos observar e a velocidade altamente rápida da evolução das inteligências artificiais, é possível prever que avanços significativos e transformadores em vários setores e campos de aplicação já estão acontecendo e não param de crescer. Elas (as IAs) serão cada vez mais incorporadas em processos de negócios e na vida cotidiana das pessoas, em qualquer parte do mundo, atingindo a todos, desde cidadãos de classes mais distantes das tecnologias até aqueles que vivem delas.
Em relação a áreas específicas, pesquisadores imaginam que as IAs sejam amplamente utilizadas na saúde, nas finanças e na educação.
Na saúde, por exemplo, elas poderão ajudar ainda mais (e melhor) os médicos a diagnosticarem doenças com mais precisão e a desenvolver tratamentos personalizados para seus pacientes. Na área financeira, poderão auxiliar, por exemplo, na detecção de fraudes e na análise de dados para prever tendências de mercado com eficiência mais assertiva. E na educação, uma área sensível, elas poderão ser usadas para personalizar o aprendizado e fornecer feedbacks mais rápidos aos alunos, acelerando o processo de ensino-aprendizagem.
Além disso, também podemos esperar ver uma maior integração das IAs nos produtos e serviços existentes, como por exemplo, nos assistentes pessoais e carros autônomos - as versões da Alexa recebem atualizações periódicas, assim como alguns tipos de carros, e o próprio Google já está implementando o recurso nos algoritmos de pesquisa que mudará radicalmente o modo com que fazemos as consultas nessa biblioteca de Alexandria contemporânea.
Essas inteligências também poderão ser usadas para melhorar a segurança cibernética, detectando e prevenindo ataques antes que ocorram, por exemplo.
No entanto, à medida que as IAs se tornam mais onipresentes e autônomas, também surgem questões éticas e de segurança. Alguns dias atrás, numa feira global sobre o assunto, um fabricante detectou que duas IAs estavam se comunicando entre si, com uma linguagem própria, ininteligível para os humanos. Eles as desligaram imediatamente. Agora, imagine só se isso se alastra numa rede global?
Portanto, é importante que alguns tipos de regulamentações e políticas rigorosas sejam implantadas para garantir seu uso de forma responsável e ética. E como fazer isso é a grande questão.
Porém, tudo indica que podemos esperar que elas continuem a transformar a maneira como vivemos e trabalhamos, mesmo com todo esse desafio a ser enfrentado. Mas, uma coisa é certa: as possibilidades do que elas podem fazer são imprevisíveis.
