Ciência e Tecnologia

Armas neuroeletrônicas e psicotrônicas

"Essas armas existem e é provável que atualmente estejam em estágios bem avançados, pois a tecnologia não para e tem crescimento exponencial"

Cássio Betine*
26/12/21 às 13h30
(Foto: liberproeliis.fandom.com)

A preocupação com guerras químicas pode ser uma realidade perfeitamente imaginável. Já vimos o poder de uma pandemia através de um vírus invisível. Isso endossa o perigo do desenvolvimento desse tipo de arma em laboratório. E as consequências podem ser devastadoras.

Mas há um outro tipo de arma que já vem sendo desenvolvida (e usada) que pode ser tão nociva quanto a viral, e também invisível. São aquelas que podem se infiltrar no sistema nervoso das pessoas e controlar sua mente.

Em 2016 e 2017 foram registrados alguns problemas com funcionários da embaixada americana em Cuba, que deixou mais de 26 pessoas com danos cerebrais graves e irreversíveis, ao mesmo tempo. Eles apresentavam sintomas inversos, como enjoo, confusão mental, surdez e falhas de vocabulário básico. Alguns sofreram danos auditivos permanentes ou problemas graves no sistema nervoso.

Na época não conseguiram identificar qual foi a causa desse incidente coletivo. Mas em 2018 ocorreu algo semelhante, também numa embaixada americana, só que dessa vez foi na China, e descobriram a causa.

Identificaram que os danos nas pessoas foram provocados pelo uso de tecnologias de invasão e controle mental chamadas V2K (Voice To Skull), SERSINT (Sonho Eletrônico Remoto Sintético) e TELESINT (Telepatia Eletrônica Sintética). Essas tecnologias têm a capacidade de inserir vozes, imagens, sonhos nas mentes das pessoas e até ler seus pensamento e, consequentemente. controlar seu humor, interferir em suas decisões e até mesmo estimular para ações.

No caso da China, os diplomatas americanos residentes no consulado localizado em Guangzhou foram atacados por essas armas e apresentaram os mesmos traumas cerebrais que os diplomatas em Cuba. O motivo dos ataques se deve pelas diversas divergências políticas e disputas comerciais entre os países (claro!).

Essas armas existem e é provável que atualmente estejam em estágios bem avançados, pois a tecnologia não para e tem crescimento exponencial (dobro sobre dobro). Considerando ainda que a base delas são ondas magnéticas e há milhares de satélites ao redor do planeta, é difícil acreditar que seu uso (voluntário ou não) seja impossível.

Mas como que para todo veneno há antidoto, também é possível que haja alguma tecnologia bloqueadora desses sinais mentais invasivos. Assim esperamos!

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos .

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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