Ciência e Tecnologia

Criptomoeda pode ser o caminho para renda básica universal

"A Worldcoin já distribuiu suas “Orbs” para 12 países na África, América do Sul, Europa e Ásia e já cadastraram cerca de 100 mil pessoas"

Cássio Betine*
31/10/21 às 13h00

Caso ainda não tenha ouvido falar nisso, a renda básica universal faz parte de uma teoria que alguns cientistas políticos e outros estudiosos acreditam ser como a melhor saída para o grande problema do desemprego global, que de certa forma, parece ser realmente um desfecho inevitável. Isso se deve, em grande parte, à substituição do trabalho humano por máquinas inteligentes.

Com certeza você já deve ter ouvido alguma coisa a respeito da criptomoeda, que são aquelas moedas virtuais que, de forma bem simplista, são muito seguras e não deixam rastro.

Uma startup do Vale do Silício, chamada Worldcoin, quer distribuir sua moeda digital para cada cidadão do mundo, gratuitamente, de forma a garantir que tenham a tal renda única pelo resto da vida.

A engenharia comercial desse negócio e como isso vai dar lucro para os investidores, ninguém sabe, mas alguns abonados já botaram a mão no bolso e juntaram 25 milhões de dólares para serem distribuídos pela empresa – por enquanto.  Lembra do WhatsApp, o mensageiro mais popular do mundo? Também não tinha um plano de monetização quando foi criado.

Orb na Indonésia (Foto: Reprodução/Worldcoin)

Mas o interessante desse negócio é o método da distribuição da grana. Na cabeça de Alex Blania, cofundador da startup, tudo será feito somente por meio da imagem da íris de cada cidadão, que é única e será vinculada à sua criptomoeda. Segundo ele, nenhuma outra informação será solicitada. Completa ainda dizendo que, “mesmo se eu tivesse seu código de íris de uma forma ou de outra, não teria chance de descobrir quem você realmente é no blockchain”. Portanto, a privacidade de cada cidadão estaria preservada.

Para capturar a imagem da íris de quem quer fazer parte desse ambicioso programa global, eles criaram a “Orb”, uma esfera metálica do tamanho de uma bola de futebol, dotada de sensores ópticos que registram e enviam a imagem da íris da pessoa para um gigantesco banco de dados. E lá fica devidamente guardada e segura, permitindo que a qualquer momento o “dono” dessa íris resgate suas moedas digitais.

A Worldcoin já distribuiu suas “Orbs” para 12 países na África, América do Sul, Europa e Ásia e já cadastraram cerca de 100 mil pessoas. Eles pretendem agora, uma vez validada a ideia de cadastramento dos participantes, fabricar e distribuir 4 mil novas “Orbs” por mês ao redor do mundo nos próximos 2 anos, com objetivo de cadastrar todas pessoas do mundo num prazo relativamente curto.

Eles não sabem se isso vai funcionar. Mas uma coisa é certa, não há almoço de graça e esse pessoal vai ganhar dinheiro distribuindo dinheiro. Tenha certeza disso.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos .

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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