Ciência e Tecnologia

Estudo prevê que uma em cada quatro pessoas passará 1 hora por dia no metaverso

"Talvez pesquisas desse gênero tenham levado o dono do Facebook (Meta), Mark Zuckerberg chegar a ponto de assustar seus próprios colaboradores do alto escalão da empresa que afirmam que ele está obsessivo, não pensa em outra coisa a não ser no metaverso"

Cássio Betine*
24/04/22 às 13h00
(Foto: Pexels/Divulgação)

Um estudo recente, realizado pela empresa Gartner, projetou que logo aí, em 2026, que uma a cada quatro pessoas passará uma hora do dia imerso no mundo virtual que está sendo desenvolvido a largos passos. 

Esse mundo virtual é chamado de metaverso e já exploramos em artigos anteriores o porque ele é tão atrativo e, de certa forma, inevitável. O seu desenvolvimento acelerado se deve por dois motivos: as tecnologias superavançadas e a comodidade que vem promovendo para a vida e para o trabalho.

Segundo o estudo, as pessoas já estão utilizando os espaços virtuais para participar de reuniões, assistir a shows e eventos virtuais (como visita a museus e galerias por exemplo), realizando seus trabalhos de qualquer lugar que estejam e fazendo compras de tudo que podemos imaginar. E a curva evolutiva da quantidade dessas pessoas aderindo ao uso desses recursos é crescente. Daí a projeção de que 25% da população mundial passará pelo menos 1 hora por dia navegando nessa realidade paralela.

Atividades como estudar em salas de aulas virtuais, construir casas e prédios e comprar terrenos virtuais no metaverso serão mais comuns do que se imagina. Na verdade, isso também já está acontecendo. A venda de terrenos, iates e outros artigos já movimentou bilhões de dólares nesse novo mundo, e gigantes da moda como Dolce Gabbana, Tommy Hilfiger e Paco Rabanne, já promoveram até desfiles no metaverso. A Nike foi pioneira na venda de calçados virtuais para games. E avatares realísticos de pessoas estão participando de reuniões tridimensionais.

Talvez pesquisas desse gênero tenham levado o dono do Facebook (Meta), Mark Zuckerberg chegar a ponto de assustar seus próprios colaboradores do alto escalão da empresa que afirmam que ele está obsessivo, não pensa em outra coisa a não ser no metaverso.

A empresa vem trabalhando fortemente na construção desse universo virtual paralelo e é o principal objetivo do momento dentro da companhia. Estão criando equipes específicas com o objetivo de integrar todas empresas do grupo no metaverso. 

Imagine só o Facebook, Instagram e Whatsapp, que são as principais empresas do grupo, disponíveis em uma realidade virtual poderosa que poderá explorar praticamente todos os sentidos humanos. 

Considerando que as novas gerações já gastam enorme parte de seu tempo colados nas telinhas azuis, a projeção feita pela Gardner pode parecer até mesmo subestimada.

A grande questão é sabermos como será o comportamento das pessoas dentro dessa realidade do metaverso e, principalmente, qual será o impacto disso na qualidade de vida das futuras gerações.

(Foto: Divulgação)

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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