Em painéis que apresento voluntariamente em escolas da região, por meio de uma espécie de bate-papo informal em salas de aula, abordo esse tema de forma direta junto aos alunos, principalmente do ensino médio, que são usuários assíduos dessa rede global de informação. E, pelo menos nesse momento da vida deles, a estatística se confirma quando pergunto quais temas eles mais procuram quando acessam a internet.
Geralmente, esses alunos não sabem as excelentes opções, condições e oportunidades que essa mesma internet onde gastam seu tempo com superficialidades, pode oferecer para seu desenvolvimento pessoal, cultural e profissional.
Só para efeito cronológico e factual, antes do advento se tornar acessível para quase todo mundo, ainda no último século o conhecimento era restrito às prateleiras das bibliotecas, em periódicos e artigos especializados e nas academias. Ou seja, uma pequena parte das populações tinham esse privilégio.
Hoje, ao contrário, a “biblioteca de Alexandria” – com diz o jornalista Alexandre Garcia -, está na palma da mão de muita gente: os smartphones.
Nessa rede neural artificial é possível encontrar quase tudo o que precisamos ou temos curiosidade em saber. Também é possível organizar pesquisas, mitigar fontes confiáveis ou não, escolher formas de assimilar (texto, desenho, áudio ou vídeo), conectar pessoas ou especialistas e claro, produzir conteúdo.
Talvez seja apenas uma questão de conhecimento sobre os benefícios oferecidos. Talvez uma questão de confiança. Ou, pode até ser simples alienação ou falta de interesse mesmo.
A questão é que, se as projeções estiverem corretas, o enriquecimento técnico e cultural dessas pessoas será um diferencial para uma minoria. E a outra parte – a maioria -, continuará sendo apenas um consumidor do que a minoria produz.