Ciência e Tecnologia

Internet of Bodies

"A IoB se conecta ao corpo por meio de equipamentos ingeridos, implantados ou conectados a ele de alguma forma, e uma vez que essa conexão esteja estabelecida, o corpo e o equipamento 'se falam'"

Cássio Betine*
15/05/22 às 11h00
(Foto: Pexels/Divulgação)

A internet foi uma solução criada em 1969 para interligar laboratórios de pesquisa e pertencia ao departamento de defesa norte-americano. No futuro, essa ferramenta de comunicação “sem barreiras” não seria mais um privilégio de cientistas e pesquisadores, mas estaria acessível para qualquer pessoa de qualquer localidade do mundo. E isso se concretizou.

Mas a internet possibilitou algo muito além da simples comunicação remota a que se propôs inicialmente. Ela abriu o mundo para uma grande diversidade de aplicações, como o comércio eletrônico por exemplo, que permitiu um aumento exponencial de comercialização de produtos pelo globo todo.

Mais tarde, ela começou a interligar coisas, não apenas pessoas. Conhecidas como IOTs – Internet of Things (internet das coisas), a comunicação passou a se realizar também entre equipamentos: geladeiras que falam com aplicativos, aparelhos de som que respondem a comandos de voz para ligar ou desligar luzes, tvs, micro-ondas, câmeras e até mesmo máquinas industriais que “se falam”.

Agora, uma tendência em curso é a Internet of Bodies (internet do corpo). Ela está presente em algumas coisas corriqueiras que quase não damos conta: nos smartwatches (relógios inteligentes que contam passos, batimento cardíaco, etc.), marcapassos e outras soluções de monitoramento da saúde de quem os usa.

A IoB se conecta ao corpo por meio de equipamentos ingeridos, implantados ou conectados a ele de alguma forma, e uma vez que essa conexão esteja estabelecida, o corpo e o equipamento “se falam”.

São 3 gerações dessa tecnologia. A do corpo externo, que são esses relógios inteligentes, óculos de RA (realidade aumentada), jaquetas chipadas, mochilas recarregadoras de energia, etc. São conhecidos como wearables, os dispositivos vestíveis. 

A segunda geração é da internet do corpo interno, que integra o corpo humano a dispositivos internos autônomos, como implantes auditivos e cerebrais, marcapassos e pílulas que filmam nosso organismo assim que são ingeridas.

E a terceira geração é do corpo incorporado, que possuem conexões em tempo real com máquinas externas remotamente, facilitando a coleta e envio de dados ou até mesmo fazendo intervenções ativas instantâneas no organismo - uma espécie de negócio onde seu corpo pode "falar" com algum tipo de máquina externa conectada 24 horas por dia, que por sua vez, pode responder ao corpo com determinadas ações. Um negócio bem louco mesmo!

Alguns futurólogos acreditam que esse tipo de tecnologia é que vai criar os super-humanos, que, segundo eles, viverão muito mais tempo e com muito mais qualidade de vida.

Bom, só vendo pra crer.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos


** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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