Ciência e Tecnologia

Máquinas se apropriando dos sentidos humanos

"Em uma outra universidade, nos EUA, pesquisadores criaram um chip eletrônico que pode permitir às máquinas sentirem cheiros e sabores"

Cássio Betine*
08/05/22 às 13h00
(Foto: Pixabay)

Nós, seres humanos, interpretamos as coisas por meio do nosso cérebro e também das ideias guardadas na mente sobre aprendizados, o tal repertório cultural. Mas antes, percebemos essas coisas por meio dos sentidos. E as empresas de tecnologia estão super ligadas nesse assunto e por isso lançam a todo momento invenções que exploram o nosso paladar, audição, olfato, tato e visão. Só falta o misterioso sexto sentido – por enquanto.

Quero compartilhar nesse texto algumas dessas inovações que tentam imitar ou potencializar a percepção desses nossos sentidos.

Uma delas é o hashi eletrônico, isso mesmo, aqueles pauzinhos orientais de madeira. Pesquisadores japoneses desenvolveram um modelo computadorizado que pode ressaltar o sabor da comida e até controlar a ingestão de alimentos, digamos, não saudáveis para o organismo, como sódio em excesso por exemplo. 

Esses hashis usam uma corrente elétrica bem fraca para transmitir íons de sódio que vão dos alimentos até a boca, onde criam a sensação de salinidade. E como muita gente sabe, o sal é um dos responsáveis por ressaltar o sabor dos alimentos – imagina um churrasco sem ele... O resultado é a impressão de que a comida está temperada, só que sem (ou quase nada) de sal. Também foi desenvolvida pelos pesquisadores uma tela de TV que pode imitar sabores (resta saber se o usuário terá que lamber a tela), e a expectativa é que esses produtos sejam comercializados em 2023.

Outra novidade nesse campo, é um produto bem diferente lançado pela Dyson, uma empresa do mercado de aspiradores de pó. Eles criaram o Dyson Zone, um aparelho de áudio com proteção contra ruídos urbanos indesejados, baixa distorção, resposta de frequência neutra, compressores e viseira – sem contato com o rosto, que fornece um supermecanismo de filtro, limpando quase que totalmente o ar. 

A justificativa do fabricante é que devido ao crescimento da população urbana no mundo, nove em cada dez pessoas respiram ar que excede os limites de emissões poluentes, segundo as diretrizes da OMS (Organização Mundial da Saúde). Portanto, poderá melhorar o ar que respiramos.

Em uma outra universidade, nos EUA, pesquisadores criaram um chip eletrônico que pode permitir às máquinas sentirem cheiros e sabores. O dispositivo é feito de uma mistura de componentes minerais e biológicos e usa o mesmo processo molecular que transporta energia em seres vivos.

Esse biochip é um equipamento eletrônico equipado com uma membrana de moléculas químicas artificias que contêm propriedades para transportar a energia de onde é gerada até onde é consumida – e é nesse processo que surgem o gosto e o paladar.

Segundo os pesquisadores, a princípio, essa novidade pode ajudar em situações perigosas, como na identificação de bombas por exemplo. Neste caso, em que cães farejadores são utilizados, poderiam ser substituídos por essas máquinas olfativas.

Esses são produtos factíveis, já desenvolvidos e prestes a estarem ao nosso alcance em breve. E claro, tem muito mais sendo desenvolvido nos laboratórios das universidades do mundo todo.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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