Ciência e Tecnologia

Olhos biônicos deixam clientes sem enxergar

"Foram mais de 350 clientes beneficiados com esses dispositivos oculares desenvolvidos pela Second Sight Meical Products, uma empresa americana de Los Angeles, California, que agora estão na mão"

Cássio Betine*
20/02/22 às 13h20
(Foto: Pixabay)

Recentemente, centenas de pessoas que estavam usando próteses visuais (ou olhos biônicos) deixaram de enxergar porque a empresa havia descontinuado o atendimento pós-implante. Foram mais de 350 clientes beneficiados com esses dispositivos oculares desenvolvidos pela Second Sight Meical Products, uma empresa americana de Los Angeles, California, que agora estão na mão.

Assim como os organismos orgânicos precisam de “manutenção” (medicamentos, suprimentos, etc), as máquinas também precisam. Essa empresa de tecnologia fabrica olhos eletrônicos avançadíssimos que permitem a restauração parcial de visão para cegos de diversos níveis – inclusive para os que nada enxergam. Neste mês, ela suspendeu o atendimento aos seus clientes e deixou vários deles, literalmente, cegos novamente.

O motivo da descontinuidade foi porque consideravam essas próteses obsoletas e estavam investindo em uma versão nova e mais moderna do equipamento. Mas o tiro saiu pela culatra, pois além do investimento ter sido bem alto, o projeto deu errado, colando assim seus clientes numa situação bem crítica.

Essas próteses vêm ganhando recursos tecnológicos de ponta que contam inclusive com processadores inteligentes, sensitivos e que podem responder autonomamente para realização de algumas ações. Há, inclusive, chips cerebrais (comentado em artigo anterior) que prometem solucionar grande parte dos problemas de paralisia, permitindo que deficientes voltem a andar novamente - já foram testados em animais e é uma questão de tempo para começarem a ser implantados em humanos.

Dispositivos auxiliares, microscópicos e autônomos, também já estão em fase de testes para “navegar” dentro do corpo humano, coletar informações e até mesmo realizar pequenas operações guiadas.

Essas tecnologias ainda não são tão populares e acessíveis, mas podem ser num futuro próximo. Os cuidados devem ser redobrados tanto por quem produz e, principalmente, por quem as compra.

Do lado não orgânico, não biológico, máquinas estão sendo criadas para realizar tarefas diversas, raciocinar e até tomar decisões. Imagine só se der uma pane nelas e a empresa fabricante não der mais manutenção e suporte?

Para você ter uma ideia, sugiro assistir Bigbug, uma comédia reflexiva produzida agora em 2022, disponível na Netflix.

(Foto: Divulgação)

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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