Ciência e Tecnologia

Robôs humanoides únicos

"Apesar dos robôs humanoides ainda não convenceram as pessoas de que são capazes de pensar, reagir e movimentar-se tão bem quanto elas, os cientistas continuam tentando dia após dia criar o robô perfeito"

Cássio Betine*
03/04/22 às 13h00
(Foto:

Além de fabricar foguetes reaproveitáveis (SpaceX), satélites de comunicação (StarLink), carros autônomos (Tesla) e chips neurais (NeuraLink), o grupo de Elon Musk acena agora para o desenvolvimento de robôs humanoides.

Hoje, no mundo, existem aproximadamente meio milhão de máquinas autônomas. São robôs capazes de realizar tarefas diversas, principalmente na área industrial. São equipamentos que substituem a força (e inteligência) de várias pessoas, geralmente em linhas de produção e transporte, mas sua aparência não se assemelha em nada com algo inteligente e humano, parecem apenas máquinas mesmo.

Por outro lado, também há diversas empresas que trabalham no desenvolvimento de robôs humanoides, aqueles que tentam imitar ao máximo os humanos, seja na aparência quanto nos sentidos. E é nessa briga que a Tesla Robots está entrando.

Apesar dos robôs humanoides ainda não convenceram as pessoas de que são capazes de pensar, reagir e movimentar-se tão bem quanto elas, os cientistas continuam tentando dia após dia criar o robô perfeito. A ideia deles é desenvolver máquinas para que possam realizar atividades que as pessoas não gostam de fazer, aquelas repetitivas, entediosas ou perigosas. E, segundo eles, para isso precisam se assemelhar fisicamente ao máximo dos humanos: serem bípedes, terem a mesma ou maior força e terem os mesmos sentidos.

Musk vai além, ele acredita que um dia esses robôs humanoides, mais do que serem muito parecidos com os seres humanos, também poderão ser únicos. E isso poderia ser possível por meio da transferência da memória e da personalidade de uma pessoa para o robô. 

Essa teoria se baseia principalmente nos avanços na robótica, da inteligência artificial e na realidade virtual e podem ajudar os novos robôs a se misturarem e conviverem em meio aos humanos, disse Musk. Sim, é assustador. E parece que isso não tem volta.

A empresa americana Autodesk, que produz chatbots, vai colocar sua assistente virtual AVA para ouvir as pessoas, reconhecer a linguagem corporal, ler suas reações faciais e responder de maneira afetiva. 

A Sophia, da Hanson Robotics, está sendo preparada para atividades de ensino, assistência médica e atendimento a clientes. Além de ter aparência humana, apresenta expressões faciais e realiza movimentos com a cabeça, sua personalidade é simpática e brincalhona, mas por enquanto é apenas um busto.

A Erica, uma boneca robô japonesa já tem braços e pernas, e é bem parecida com humanos. 

Há também bonecas de silicone hiper-realistas da Realbotix, que tem habilidade de ouvir e conversar naturalmente como qualquer outra pessoa, além de reagir ao toque e se aquecer sozinha.

Enfim, é mesmo uma questão de tempo para encontrarmos robôs humanoides por aí. Agora, como vai ser a relação entre nós e eles, difícil saber.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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