Recentemente, cientistas de várias partes do mundo, que trabalham no mesmo projeto, apresentaram um novo processador que poderá impactar, e muito, como as máquinas e os objetos “inteligentes” operam.
Trata-se de um chip neuromófico que roda diretamente na memória interna dos equipamentos e foi projetado para aplicações em inteligência artificial.
A engenharia neuromórfica, também conhecida como computação neuromórfica, é um conceito desenvolvido no final da década de 1980, baseado no uso de sistemas sofisticados de circuitos analógicos eletrônicos que imitam as arquiteturas neurobiológicas presentes no sistema nervoso humano.
Por meio dessa engenharia é possível que as inteligências artificiais processem informações sem a necessidade de estarem conectadas à internet, que é a base dessa tecnologia, pois é nessa grande rede global que elas buscam informações para tomarem suas decisões.
Agora, imagine essas máquinas providas de inteligência, mas sem a necessidade de estarem conectadas à nuvem? Trabalhando off-line, ou seja, obtendo informações que precisam para “raciocinarem” diretamente das coisas que as cercam, como sons e imagens do ambiente por exemplo!
Todo esse aprendizado seria armazenado numa memória interna - o HD, que cada vez mais vem ficando menor em tamanho e maior em capacidade -, depois, toda informação adquirida poderia ser usada pela IA para processar suas decisões.
Segundo os cientistas, essa tecnologia seria útil para diversas aplicações, como carros autônomos, robôs humanoides ou industriais, tradutores simultâneos, etc. Ainda, esses processadores off-line são bem mais rápidos que aqueles que dependem da internet, e isso faz grande diferença na velocidade das respostas e consequentemente, na tomada de decisões.
De certa forma, o homem está trabalhando para criar um cérebro artificial que pode executar as mesmas funções, e de forma melhor, que o cérebro humano.
É possível que muito em breve poderão haver robôs que poderão manter um bate-papo com uma pessoa de forma bem natural.
