Ciência e Tecnologia

Startups querem garantir vida após a morte

"Por fim, e bem assustador, a Terasem, uma organização sem fins lucrativos, acredita na imortalidade e que ela pode vir por meio de uma mistura de tecnologia e biologia"

Cássio Betine*
17/04/22 às 13h00
(Foto: Pixabay)

Pensar em vida eterna não é mais ficção, pelo menos para algumas startups vanguardistas que estão desenvolvendo técnicas para perpetuar a vida dos humanos, ou, ao menos, prorrogar por alguns minutos. 

Uma delas, chamada Somnium Space - uma empresa que atua na área de criptomoedas e tem aplicativo de realidade virtual que permite criar, experimentar e negociar mundos digitais e ativos NFT, criou o Live Forever, um espaço no metaverso que permite aos usuários conversarem por cerca de 10 minutos com entes que já estão mortos por meio de uma realidade virtual que projeta de forma altamente realística a imagem da pessoa e usa inteligência artificial para interagir com quem está do lado de cá, respondendo e fazendo perguntas.

A Unity, outra startup, pretende eliminar para sempre doenças relacionadas a idade, assim como as vacinas que quase erradicam totalmente as doenças debilitantes como poliomielite e sarampo. O foco deles é exterminar as células senescentes – que são as células que chegaram ao final de seu ciclo de replicação e ficam no organismo, causando efeitos nocivos como osteoartrite, doenças oculares e doenças renais. Pretendem com isso, prolongar a vida humana para um estágio de qualidade e longevidade bem além do que vivemos hoje.

A Calico, uma extensão do grupo Alphabet do Google, parece estar desenvolvendo pílulas a base de dados e nanotecnologia que, segundo algumas informações de funcionários da startup, poderão prolongar a vida humana. Não há muito detalhes, mas a certeza é que trabalham em nível profundo nesse estudo.

Na mesma linha de análises de dados, a Human Longevity procura entender o processo de degeneração do corpo humano para criar tecnologias genéticas que ajam diretamente nas células-tronco e possam reescrever os códigos de DNA, só que aperfeiçoados.

A Matusalém, uma empresa fundada em 2003, considera que “[...] ao avançar na engenharia de tecidos e na medicina regenerativa, queremos criar um mundo onde as pessoas de 90 anos possam ser tão saudáveis ??quanto as de 50 anos – até 2030.”

Por fim, e bem assustador, a Terasem, uma organização sem fins lucrativos, acredita na imortalidade e que ela pode vir por meio de uma mistura de tecnologia e biologia. Eles acreditam que em vez de precisar que nossos corpos permaneçam vivos, os dados do nosso cérebro são uma espécie de programa de software. E este programa pode ser instalado em robôs semelhantes a humanos para nos manter “vivos”. Parece uma viagem na maionese, mas a Terasem é um experimento científico ativo, apoiado por pesquisas reais. Para se ter ideia, eles já estão iniciando um processo que permite que as pessoas armazenem seus “arquivos mentais”, onde os registros digitais da vida de uma pessoa, como e-mails, arquivos de computador e dados de mídia social, entre outros, possam ser usados ??para ajudar a recriar a mente de uma pessoa quando a tecnologia estiver eventualmente madura.

Se formos pragmáticos, podemos concluir que envelhecer significará algo bem diferente do que consideramos hoje.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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